Tenda na porta do Huse tenta garantir atendimento

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Publicada em 25/10/2016 às 09:20:00


"Dor não tem partido. O ci
dadão precisa ser acolhi
do e ter uma porta de entrada.
Tomamos essa medida
emergencial para atender
àquele paciente que está
batendo na porta das UPAs e
dos Postos e não é atendido.
Para fazer saúde tem que ter
compromisso, ética e responsabilidade",
afirmou a
secretária de Estado da Saúde,
Conceição Mendonça,
nesta segunda-feira, 24, durante
a coletiva que apresentou
o Plano de Contingência
para minimizar a superlotação
do Hospital de Urgências
de Sergipe (Huse).

Tenda garante atendimento rápido no Huse

 

"Dor não tem partido. O cidadão precisa ser acolhido e ter uma porta de entrada. Tomamos essa medida emergencial para atender àquele paciente que está batendo na porta das UPAs e dos Postos e não é atendido. Para fazer saúde tem que ter compromisso, ética e responsabilidade", afirmou a secretária de Estado da Saúde, Conceição Mendonça, nesta segunda-feira, 24, durante a coletiva que apresentou o Plano de Contingência para minimizar a superlotação do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse).

Desde quando iniciou a paralisação da Rede Municipal de Saúde, colocando restrito o atendimento das Unidades Básicas e Unidades de Pronto Atendimento Zona Norte e Zona Sul, na capital, o Huse (que é referência em urgência e emergência de média e alta complexidade) vem recebendo esses pacientes, sobrecarregando toda equipe e comprometendo os trabalhos.

Na última semana, foram realizados 2.381 atendimentos totais no Huse, sendo que 1.521 foram de baixa complexidade de acordo com a classificação de risco.

Para viabilizar o atendimento à população desassistida pelo Município de Aracaju e diminuir a sobrecarga de trabalho dos servidores do Huse, a Secretaria de Estado da Saúde e a Fundação Hospitalar de Saúde, em parceria com os militares do 28º Batalhão de Caçadores, montaram uma tenda na porta do Pronto Socorro do Huse para ofertar serviços básicos, agilizando a demanda de baixa complexidade, a exemplo de hidratação, aplicação de aerossol e medicações rápidas.

“Solicitamos o apoio do Exército na montagem da tenda. Prontamente fomos atendidos. O objetivo é ter rapidez nos atendimento e preservar o nosso profissional. Enquanto autoridade sanitária do Estado, adotamos essa medida emergencial. Não é intervenção. A falta de assistência municipal vem causando transtorno e não podemos permitir que tenha desassistência em Aracaju. A saúde é de responsabilidade tripartite e todos os entes devem se somar”, complementa Conceição Mendonça.

A tenda conta com poltronas, suportes de soro, cadeiras fixas, pias, insumos estratégicos e medicações para uso básico,  além de toda uma estrutura para garantir tranquilidade às equipes. O espaço tem capacidade para realizar até 350 atendimentos em 12 horas. A média de atendimento é de 30 minutos.

 “Quando fomos contactados no fim de semana, nos sensibilizamos e não medimos esforços para emprestar e montar a tenda. O Exército está sempre de prontidão para ajudar a população nos serviços de saúde. Contribuímos em diversas atividades, como o intenso combate ao mosquito Aedes aegypti. Isso é trabalho social. O Exército é do povo”, afirmou o coronel Aurélio Kuster de Paula, comandante do 28BC.

Para a superintendente do Huse, Lycia Diniz, mesmo sendo uma unidade de alta e média complexidades e considerada de porta aberta, como estabelece o Ministério da Saúde, “o paciente de baixa complexidade é muito bem atendido. A superlotação já estava comprometendo todos os trabalhos e prejudicando no planejamento e na qualidade dos serviços. O resultado da tenda já está sendo muito positivo”.

Ainda de acordo com a secretária Conceição Mendonça, é preciso sempre ter estratégias para manter a garantia de acesso ao usuário do SUS de baixa complexidade.


“Precisamos sempre ter planejamento, comando e controle para que proporcionar a integralidade da assistência. O Huse é o único hospital que está de portas abertas na capital. Essa nossa conduta de montar a tenda foi responsável e ética. Nosso compromisso é com o povo. Quem chega com dor precisa ser cuidado. Essa tenda é provisória, não há intervenção. Somos responsáveis pela saúde do povo. A partir do momento em que a greve do município  terminar, vamos tirar a tenda”, afirma a gestora Estadual.


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Nesta segunda-feira, 24, o secretário municipal de Comunicação Social, Carlos Batalha, ao lado dos secretários municipais de Saúde, Antônio Almeida, de Governo, Marlene Calumby, e do subprocurador-geral Ramon Rocha, concedeu entrevista coletiva à imprensa. O secretário esclareceu as polêmicas envolvendo a saúde municipal que foram disseminadas nos últimos dias.

Batalha repudiou a forma como a situação foi explorada, transformando um problema de saúde pública em um espetáculo midiático. “Nós estamos vivendo um momento muito difícil na PMA, mas é inconcebível que essa fase encontre pessoas que, procurem tirar partido disso. Esse é um momento de somação, acima de qualquer outra coisa, afinal de contas, no que diz respeito à saúde estamos lidando com vidas. Não se justifica o espetáculo midiático como vimos nesse final de semana”, afirmou.

 

Batalha lembrou que os problemas na saúde não se limitam a Aracaju. Diversos municípios enfrentam problemas, e isso tem refletido diretamente no aumento do fluxo no Hospital de Urgências de Sergipe. “A imprensa pode pesquisar e ver quantas unidades de saúde estão fechadas ou quase que fechadas no interior do estado. Atribuir uma superlotação do HUSE a uma crise na saúde em Aracaju é uma leviandade, uma mentira. No jornal de hoje, foi mostrado a superlotação HUSE e várias ambulâncias oriundas do interior do estado estavam na porta, uma prova que a crise não é apenas em Aracaju”.