Policiais civis decidem entrar em estado de greve

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Publicada em 25/10/2016 às 09:53:00

Os agentes e escrivães da Polícia Civil decidiram ontem entrar em estado de greve, isto é, paralisar suas atividades a qualquer momento e por tempo indeterminado. A categoria se reuniu em assembleia ontem à tarde no auditório do Serviço Social do Transporte (Sest), não Capucho (zona oeste da capital). Eles vão apresentar uma pauta de reivindicações relativa ao projeto de lei que deve ser enviado pelo governo à Assembleia Legislativa, propondo regulamentação de carga horária e reestruturação dos cargos comissionados. A principal cobrança, no entanto, é por um reajuste salarial que adeque proporcionalmente os valores dos subsídios pagos a delegados, escrivães e agentes.

Segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), a assembleia contou com a participação do delegado-geral do órgão, Alessandro Vieira, que foi questionado pelos agentes sobre o conteúdo do projeto. A entidade afirma que,“durante o debate, foram identificados no texto do projeto pontos conflitantes com os interesses da categoria, que requerem a revisão do texto em atenção as necessidades reais da Polícia Civil”. Ficou decidido que o sindicato fará uma ampla discussão com a categoria para formular e encaminhar uma proposta alternativa ao projeto de lei em discussão na Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Houve também pedidos de esclarecimento sobre ofícios enviados pelo Sinpol, pedindo uma posição sobre a desproporcionalidade entre os subsídios e a redução de carga horária para 30 horas semanais, sem banco de horas. A categoria entendeu que as explicações de Vieira não foram satisfatórias e a maioria dos agentes votou pela decretação do estado de greve. A direção do sindicato pretende tentar, nos próximos dias, uma reunião com o secretário da SSP, João Batista Júnior, e o governador Jackson Barreto (PMDB), a fim de discutir as reivindicações.