Pacientes com câncer buscam MPE para reclamar do Hospital Cirurgia.

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Publicada em 27/10/2016 às 09:02:00

Pacientes do Sistema Único de Saúde que dependem da oncologia do Hospital de Cirurgia estiveram na manhã de ontem no Ministério Público Estadual para exigir do órgão fiscalizador uma atitude contra a falta de assistência e repasse de medicamentos na unidade hospitalar. Amanhã, sexta-feira, 28, completa uma semana de interrupção nos atendimentos devido à quebra, mais uma vez, da máquina de radioterapia. Sem manutenção do aparelho e superlotação no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), cerca de 60 pacientes com câncer alegam sofrimento na luta contra a doença.

Segundo a direção do HC, os problemas são recorrentes devido à falta de repasse de verbas por parte da Prefeitura de Aracaju. No mês passado a administração municipal chegou a depositar R$ 250 mil, mas a dívida junto ao Cirurgia permanece em aproximadamente R$ 4 milhões, além dos R$ 6,5 milhões que deveriam ser repassados mensalmente. O Grupo Mulheres de Peito, que luta a favor dos direitos à saúde junto aos pacientes com câncer, pede que o MPE ajuíze uma Ação Civil Pública a fim de determinar o reparo da máquina. O problema ocorre justamente durante o Outubro Rosa.

Por conta própria, a representante do grupo, Sheila Galba, informa que irá entrar com uma ação judicial contra a prefeitura e espera que o Ministério Público, por intermédio da Promotoria de Direitos à Saúde também siga os populares e pressione a PMA. "Dezenas de pessoas estão sofrendo com esse descaso e não podemos aceitar a permanência dessas irregularidades. Nós vamos entrar com uma ação e esperamos que o Ministério Público também possa defender a nossa causa e exigir regularização imediata do serviço. R$ 250 mil não é nada se comparado à demanda do hospital", afirmou.

A Prefeitura de Aracaju não se manifestou sobre o pleito e o ato público promovido pelos pacientes. Caso os pedidos de intervenção não sejam atendidos de imediato, o grupo Mulheres de Peito pretende intensificar os manifestos ao longo do próximo mês de novembro. "Estamos no mês da luta, da campanha nacional de conscientização e olha o tamanho do problema em que somos obrigados a enfrentar. Parece que a saúde do cidadão não vale nada e os nossos impostos não servem para qualificar o sistema público de saúde", pontuou Sheila.

Quanto às críticas envolvendo a falta de medicamentos, a assessoria de comunicação do HC informou que sem os repasses da Prefeitura de Aracaju não há como realizar os pagamentos aos fornecedores. Sendo assim, a dívida só faz aumentar, os fornecedores não repassam os produtos e o paciente do SUS continua sem o devido atendimento.