Postos de saúde de Aracaju seguem fechados. Coleta de lixo é irregular.

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Publicada em 02/11/2016 às 08:53:00

 

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br
Final de gestão munici
pal lastimável para o 
prefeito João Alves Filho. Enquanto a cidade permanece repleta de lixo devido à dívida de R$ 19 milhões junto à empresa Cavo / Estre Ambiental, servidores de empresas terceirizadas decidiram ocupar a sede da Empresa Municipal de Obras e Urbanismo (Emurb) na perspectiva de receber direitos trabalhistas. Estes benefícios seguem inviabilizados devido ao não cumprimento de contrato por parte da atual gestão. Em meio à crise administrativa, servidores da saúde continuam parados por não dispor de condições funcionais devido à falta de higiene nas unidades, e já deflagraram nova greve a partir da próxima quarta-feira, 09.
Em mais um episódio os enfermeiros da PMA aprovaram a mobilização grevista em decorrência do não pagamento salarial referente ao mês de outubro. A perspectiva da prefeitura é que apenas no próximo dia 05/11 seja informada a data de quando a categoria deve contabilizar o depósito salarial. Vale ressaltar que o salário de dezembro do ano passado só foi quitado no dia 21 de janeiro deste ano; e o salário do último mês de setembro foi repassado apenas no dia 28 de outubro. 
Revoltada com a situação, a presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe disse não ter mais paciência para dialogar com os secretários de João Alves."Falo os secretários porque o prefeito nunca nos atendeu. João Alves nunca convidou os profissionais da saúde municipal para dialogar sobre os problemas e buscar juntos uma solução. Como foi acordado em assembleias anteriores, sem o salário pago dentro do mês vigente fica impossível permanecer trabalhando em escala normal", disse. 
Além dos enfermeiros, médicos, nutricionistas, assistentes sociais, agentes de combate a endemias e psicólogos também podem deflagrar novas greves para a próxima semana. A última mobilização unificada foi registrada no mês passado quando os servidores cruzaram os braços entre os dias 01 e 28.
Lixo - Cerca de mil toneladas de lixo continuam espalhadas pelas ruas e avenidas de Aracaju diante da suspensão nos serviços de coleta autorizada pela Cavo. Alegando não ter condições estruturais e financeiras para seguir com os serviços atribuídos, o grupo empresarial esclarece que a dívida de quase 20 milhões impossibilita a continuidade das atividades diárias. Enquanto a Prefeitura de Aracaju não quita ao menos parte da dívida, mais de 1.200 profissionais divididos entre garis e margaridas seguem sem trabalhar. Enquanto isso a cidade volta a transformar em um canteiro de lixo.
Em caráter emergencial e sob fiscalização do Ministério Público Estadual, a Cavo assumiu os serviços de limpeza urbana da capital sergipana no mês de março deste ano e segue com o contrato até o final do primeiro trimestre de 2017. Por meio de nota oficial a Cavo informou que a prefeitura "deixou de cumprir o cronograma acertado para saldar parte da dívida que tem com a empresa, uma vez que a dívida já supera R$ 19 milhões". A cada novo dia de paralisação mais de 500 toneladas de lixo domiciliar e lojista deixam de ser retirados das ruas. A prefeitura por sua vez informou apenas que trabalha para minimizar os déficits econômicos.
No início da noite, em nota, a Cavo informou que a prefeitura pagou nesta terça-feira 1º parte da dívida que tem com a empresa. "O montante é suficiente apenas para retomar a coleta de resíduos de alguns serviços essenciais. Serão recolhidos resíduos urbanos de hospitais, cemitérios e feiras públicas. A limpeza das demais áreas da cidade permanece suspensa até que ocorra um novo pagamento por parte da administração municipal e a empresa possa arcar com a operação completa", disse.
Multiserv - Parte das queixas apresentadas pelos enfermeiros refere-se à dívida orçada em R$ 8.454.181,18 entre a Prefeitura de Aracaju e a Multiserv, empresa responsável pelos serviços de limpeza, higienização e apoio administrativo nas unidades vinculadas à Secretaria da Saúde de Aracaju (SMS). Sem limpeza a categoria alega impossibilidade de atender os pacientes.
Em nota a empresa alegou que lamenta "profundamente circunstância tão adversa e postergada além dos limites suportáveis, restando-nos somente essa extrema medida legal, na expectativa de um possível fato novo ou imediata intervenção do Município na resolução das pendências com a minimização dos transtornos gerados aos cidadãos de Aracaju". Até o início da noite de ontem os débitos não foram quitados.

Milton Alves Júnior

miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br


Final de gestão municipal lastimável para o prefeito João Alves Filho. Enquanto a cidade permanece repleta de lixo devido à dívida de R$ 19 milhões junto à empresa Cavo / Estre Ambiental, servidores de empresas terceirizadas decidiram ocupar a sede da Empresa Municipal de Obras e Urbanismo (Emurb) na perspectiva de receber direitos trabalhistas. Estes benefícios seguem inviabilizados devido ao não cumprimento de contrato por parte da atual gestão. Em meio à crise administrativa, servidores da saúde continuam parados por não dispor de condições funcionais devido à falta de higiene nas unidades, e já deflagraram nova greve a partir da próxima quarta-feira, 09.

Em mais um episódio os enfermeiros da PMA aprovaram a mobilização grevista em decorrência do não pagamento salarial referente ao mês de outubro. A perspectiva da prefeitura é que apenas no próximo dia 05/11 seja informada a data de quando a categoria deve contabilizar o depósito salarial. Vale ressaltar que o salário de dezembro do ano passado só foi quitado no dia 21 de janeiro deste ano; e o salário do último mês de setembro foi repassado apenas no dia 28 de outubro. 

Revoltada com a situação, a presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe disse não ter mais paciência para dialogar com os secretários de João Alves."Falo os secretários porque o prefeito nunca nos atendeu. João Alves nunca convidou os profissionais da saúde municipal para dialogar sobre os problemas e buscar juntos uma solução. Como foi acordado em assembleias anteriores, sem o salário pago dentro do mês vigente fica impossível permanecer trabalhando em escala normal", disse. 

Além dos enfermeiros, médicos, nutricionistas, assistentes sociais, agentes de combate a endemias e psicólogos também podem deflagrar novas greves para a próxima semana. A última mobilização unificada foi registrada no mês passado quando os servidores cruzaram os braços entre os dias 01 e 28.


Lixo - Cerca de mil toneladas de lixo continuam espalhadas pelas ruas e avenidas de Aracaju diante da suspensão nos serviços de coleta autorizada pela Cavo. Alegando não ter condições estruturais e financeiras para seguir com os serviços atribuídos, o grupo empresarial esclarece que a dívida de quase 20 milhões impossibilita a continuidade das atividades diárias. Enquanto a Prefeitura de Aracaju não quita ao menos parte da dívida, mais de 1.200 profissionais divididos entre garis e margaridas seguem sem trabalhar. Enquanto isso a cidade volta a transformar em um canteiro de lixo.

Em caráter emergencial e sob fiscalização do Ministério Público Estadual, a Cavo assumiu os serviços de limpeza urbana da capital sergipana no mês de março deste ano e segue com o contrato até o final do primeiro trimestre de 2017. Por meio de nota oficial a Cavo informou que a prefeitura "deixou de cumprir o cronograma acertado para saldar parte da dívida que tem com a empresa, uma vez que a dívida já supera R$ 19 milhões". A cada novo dia de paralisação mais de 500 toneladas de lixo domiciliar e lojista deixam de ser retirados das ruas. A prefeitura por sua vez informou apenas que trabalha para minimizar os déficits econômicos.

No início da noite, em nota, a Cavo informou que a prefeitura pagou nesta terça-feira 1º parte da dívida que tem com a empresa. "O montante é suficiente apenas para retomar a coleta de resíduos de alguns serviços essenciais. Serão recolhidos resíduos urbanos de hospitais, cemitérios e feiras públicas. A limpeza das demais áreas da cidade permanece suspensa até que ocorra um novo pagamento por parte da administração municipal e a empresa possa arcar com a operação completa", disse.


Multiserv - Parte das queixas apresentadas pelos enfermeiros refere-se à dívida orçada em R$ 8.454.181,18 entre a Prefeitura de Aracaju e a Multiserv, empresa responsável pelos serviços de limpeza, higienização e apoio administrativo nas unidades vinculadas à Secretaria da Saúde de Aracaju (SMS). Sem limpeza a categoria alega impossibilidade de atender os pacientes.

Em nota a empresa alegou que lamenta "profundamente circunstância tão adversa e postergada além dos limites suportáveis, restando-nos somente essa extrema medida legal, na expectativa de um possível fato novo ou imediata intervenção do Município na resolução das pendências com a minimização dos transtornos gerados aos cidadãos de Aracaju". Até o início da noite de ontem os débitos não foram quitados.