Primeira turma do Programa Mais Médicos conclui missão em Sergipe

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 04/11/2016 às 09:02:00

Após três anos de atuação, a primeira turma do Programa Mais Médicos (PMM) em Sergipe despediu-se do Estado nesta terça-feira, 01 de novembro. Os 20 profissionais contribuíram com o fortalecimento das Estratégias de ‘Saúde da Família’ e ampliação do acesso dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) aos serviços da atenção básica. Os benefícios da atuação desses profissionais estão refletidos na melhoria dos processos de trabalho e humanização do atendimento. 

“Tivemos como resultado dessa atuação a melhoria na qualidade das consultas com um atendimento mais humanizado para o usuário. Mas as contribuições vão além dos benefícios individuais, dizem respeito também ao coletivo através das práticas integrativas criadas em alguns municípios e através de grupos de idosos, grupos de gestantes, entre outras ações”, destacou a coordenadora da Comissão Estadual do PMM, Monalisa Fonseca.

Ao todo, 50 municípios fazem parte do programa que conta com a atuação de 203 médicos, sendo que 116 deles são cubanos. Esses profissionais passaram a compor 30% das equipes de ‘Saúde da Família’ atuantes em Sergipe. Por meio dessa assistência, cerca de 450 mil sergipanos são beneficiados. 

O médico Rodolfo García, que compôs o grupo pioneiro do ‘Mais Médicos’ em Sergipe, é mestre em doença mental, doenças infecciosas e biossegurança, especialista em medicina familiar há 27 anos, além de professor. Para ele, os trabalhos desenvolvidos através do programa geraram avanços significativos.

“Foi uma passagem muito interessante, uma experiência inesquecível. Abrimos o programa aqui em Sergipe. Chegamos com uma expectativa muito grande. Foi uma luta dia a dia, juntamente com o Ministério da Saúde, com o Estado e com os Municípios para nos organizar e fazer funcionar a atenção básica de acordo com as prioridades do Ministério”, revelou Rodolfo García, que atuou no município de Nossa Senhora das Dores.

Já para o médico cubano Roberto Fresneda, que atuou no município de Gararu, apesar de alguns incidentes enfrentados no início do trabalho, em relação ao acolhimento, o que se percebe no final dessa trajetória é surpreendente. “A população não queria que fôssemos embora. Já trabalhei em muitos outros países como a Guatemala, Venezuela, México, República Dominicana, mas a experiência aqui foi impressionante”, contou o médico.

“Esse é o cumprimento de uma etapa com a qual o Estado se comprometeu, juntamente com o Ministério da Saúde. Esses profissionais chegaram para atuar em municípios, povoados, sedes ou não, que não tinham um profissional médico nas equipes de Saúde da Família”, acrescenta o representante da Secretaria de Estado da Saúde, João Lima Júnior.

Os pioneiros do Programa em Sergipe atuaram nos municípios de Nossa Senhora do Socorro, Nossa Senhora das Dores, Gararu, Capela, Aquidabã, Arauá, Estância, Ilha das Flores, Monte Alegre, Nossa Senhora da Glória, Santa Luzia do Itanhy , Boquim, Santo Amaro das Brotas  e Lagarto.

De acordo com a coordenadora da Comissão Estadual do PMM, Monalisa Fonseca, os médicos serão substituídos daqui a, mais ou menos, 45 dias. A expectativa é de continuidade das ações estratégicas. “Haverá uma renovação por mais três anos. A perspectiva é de que as ações tenham continuidade e contribuam com a resolutividade da atenção básica”, revelou a coordenadora.