Pacientes renais crônicos farão tratamento em unidade especializada em Estância.

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Publicada em 05/11/2016 às 10:05:00

Os pacientes renais crônicos da região sul do Estado não precisarão mais se deslocar para a capital para fazer hemodiálise. Na segunda quinzena de novembro, a clínica Nefroes da cidade de Estância, especializada em nefrologia, passará a atender os pacientes do SUS. O Ministério da Saúde autorizou no dia 27 de outubro, através da portaria nº 1510, a habilitação da Clínica Nefroes, no município, para a prestação do serviço.

Nesta sexta-feira, 04, os proprietários da clínica estiveram com a secretária de Estado da Saúde, Conceição Mendonça, para acertar os detalhes a respeito do funcionamento e regulação de pacientes. Atualmente, a unidade dispõe de 21 máquinas com capacidade para atender 126 pacientes por mês.

“A clínica já está habilitada. Vamos iniciar o treinamento dos funcionários e acreditamos que dentro de 10 dias começaremos a funcionar. Estamos com 21 máquinas, mas a capacidade é de 67, e cada máquina pode atender até seis pacientes. A depender da demanda vamos comprar mais máquinas porque já temos toda estrutura montada”, conta Paulo Tarcísio Azevedo, médico nefrologista e proprietário da clínica.

A Nefroes foi habilitada em fevereiro deste ano pelo Colegiado Interfederativo Estadual (CIE) como unidade especializada em Doenças Crônicas (DRC). Serão ofertados os serviços de Terapia Renal Substutiva (TRS) na modalidade de hemodiálise e diálise peritoneal. “A clínica é de hemodiálise, mas também vamos ofertar aos pacientes o serviço de litotripsia extracorpórea, que é a quebra de pedras do rim sem precisar operar. Teremos, também, uma câmera hiperbárica para tratamento de infecções e feridas”, explicou Paulo Tarcísio.

A unidade especializada irá atender os pacientes renais crônicos residentes em Estância, Umbaúba, Tomar do Geru, Santa Luzia do Itanhi, Arauá, Boquim, Cristinápolis, Indiaroba, Itabaianinha e Pedrinhas. “Os pacientes da região serão encaminhados à clínica Nefroes em Estância, referenciados pela rede de serviços, regulado pelo gestor local, pertencentes a sua área de abrangência”, detalha Luciana Alves, coordenadora Estadual de Atenção Ambulatorial Especializada da Secretaria de Estado da Saúde (SES).