Juiz nega prisão para acusados de matar dono de bar na Atalaia.

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Publicada em 06/11/2016 às 00:30:00

 

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br
O que parecia ser a re
solução de um caso 
de homicídio se transformou em frustração para a polícia sergipana. A Polícia Civil anunciou neste sábado que conseguiu identificar os dois acusados pelo assassinato do jornalista e empresário Igor de Faro Franco, 31 anos, ocorrido no dia 25 de outubro em frente ao Bar Salomé, na Atalaia (zona sul de Aracaju). Um deles é um adolescente de 16 anos que, segundo a polícia, confessou ter disparado um tiro no peito da vítima e revelou o nome de seu comparsa, Vinícius de Souza Macedo, 30. No entanto, o pedido de prisão preventiva dos acusados, apresentado na tarde desta sexta-feira, foi negado horas depois pelo juiz Paulo Henrique Vaz Fidalgo, plantonista da Comarca de Aracaju. 
A informação é confirmada numa nota escrita pelo delegado-geral da Polícia Civil, Alessandro Vieira, e publicada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). Ele afirmou que o magistrado "entendeu por bem não apreciar os pedidos" de prisão do adulto e internação do menor, "por considerar que a causa não exigia a celeridade necessária para demandar o plantão judicial". Para o delegado, Fidalgo não considerou fatores como as provas levantadas pelos policiais, a "confissão espontânea do adolescente" e "a gravidade do caso, de repercussão nacional, vitimando um cidadão de bem". Na polícia, a preocupação é quanto ao risco de fuga dos dois acusados para fora do Estado, além da possibilidade de eles praticarem outros crimes, pelo fato de eles não terem sido presos. A informação tambémrevoltoufamiliares e amigos de Igor, que criticaram a decisão do juiz nas redes sociais.
De acordo com Vieira, os dois acusados foram identificados por equipes dos departamentos de Repressão a Roubos e Furtos (Derof)e de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), apoiados pela Divisão de Inteligência Policial (Dipol). Isso aconteceu depois que os investigadores concluíram a análise das principais hipóteses para o motivo do crime. "Foram traçadas linhas de investigação e todas as pessoas mais próximas à vítima em seu ambiente de trabalho foram ouvidas, o que tornou ainda mais forte a tese de latrocínio. A partir daí, traçou-se o perfil e o modo de operar dos autores, sendo identificados outros casos de roubos semelhantes naquela área, em período próximo ao crime do qual Igor foi vítima", explica. 
A partir da apuração destes assaltos, os policiais identificaram Vinícius e o menor, já apontados como responsáveis por outros crimes de furto e roubo nas regiões da Atalaia e da Coroa do Meio. O menor chegou a ser abordado e interrogado pelos policiais, confessando sua participação no crime. "Identificados, percebeu-se que sem dúvidas são as mesmas pessoas que vitimaram o proprietário do Bar Salomé, sendo que o adolescente findou por confessar em detalhes, na presença de sua genitora a prática do crime. Segundo o mesmo, a intenção era praticar um roubo, mas a vítima teria negado entregar o aparelho celular, em função do que foi deflagrado o disparo que lhe atingiu.A confissão espontânea foi devidamente filmada", atestou Alessandro.
Provas - O delegado destaca ainda que a confissão do adolescente está comprovada por outras provas em poder da polícia. Entre elas, estão as imagens de câmeras de segurança de diversos estabelecimentos ao longo da Atalaia, as quais confirmaram corroboram o trajeto tomado pelos autores após o crime, rumo à residência do menor. Elas mostram também que o adolescente era o garupa da moto, conduzida por Vinícius, e tentou puxar um relógio do braço de Igor, que estava verificando uma caixa de esgoto e se assustou com a abordagem. O garupa desceu e disparou dois tiros contra o jornalista, que morreu a caminho do hospital. Ainda conforme Alessandro, a camisa usada pelo menor na hora do crime foi encontrada na casa do suspeito. 
A confirmação dos detalhes levaram os delegados do caso a entrarem na Justiça com o pedido imediato de prisão e internação preventiva dos acusados, os quais foram negados pelo juiz Paulo Henrique Fidalgo. "Os marginais que mataram um inocente permanecem livres, por conta da decisão do ilustre magistrado.A Polícia Civil, fiel ao seu compromisso com a sociedade, vai reiterar os pedidos de internação e prisão, com a certeza de que a Justiça sergipana cumprirá sua missão, permitindo que marginais de alta periculosidade sejam afastados do convívio social", conclui o delegado-geral, no final da nota.

Gabriel Damásio

gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br


O que parecia ser a resolução de um caso de homicídio se transformou em frustração para a polícia sergipana. A Polícia Civil anunciou neste sábado que conseguiu identificar os dois acusados pelo assassinato do jornalista e empresário Igor de Faro Franco, 31 anos, ocorrido no dia 25 de outubro em frente ao Bar Salomé, na Atalaia (zona sul de Aracaju). Um deles é um adolescente de 16 anos que, segundo a polícia, confessou ter disparado um tiro no peito da vítima e revelou o nome de seu comparsa, Vinícius de Souza Macedo, 30. No entanto, o pedido de prisão preventiva dos acusados, apresentado na tarde desta sexta-feira, foi negado horas depois pelo juiz Paulo Henrique Vaz Fidalgo, plantonista da Comarca de Aracaju. 

A informação é confirmada numa nota escrita pelo delegado-geral da Polícia Civil, Alessandro Vieira, e publicada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). Ele afirmou que o magistrado "entendeu por bem não apreciar os pedidos" de prisão do adulto e internação do menor, "por considerar que a causa não exigia a celeridade necessária para demandar o plantão judicial". Para o delegado, Fidalgo não considerou fatores como as provas levantadas pelos policiais, a "confissão espontânea do adolescente" e "a gravidade do caso, de repercussão nacional, vitimando um cidadão de bem". Na polícia, a preocupação é quanto ao risco de fuga dos dois acusados para fora do Estado, além da possibilidade de eles praticarem outros crimes, pelo fato de eles não terem sido presos. A informação tambémrevoltoufamiliares e amigos de Igor, que criticaram a decisão do juiz nas redes sociais.

De acordo com Vieira, os dois acusados foram identificados por equipes dos departamentos de Repressão a Roubos e Furtos (Derof)e de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), apoiados pela Divisão de Inteligência Policial (Dipol). Isso aconteceu depois que os investigadores concluíram a análise das principais hipóteses para o motivo do crime. "Foram traçadas linhas de investigação e todas as pessoas mais próximas à vítima em seu ambiente de trabalho foram ouvidas, o que tornou ainda mais forte a tese de latrocínio. A partir daí, traçou-se o perfil e o modo de operar dos autores, sendo identificados outros casos de roubos semelhantes naquela área, em período próximo ao crime do qual Igor foi vítima", explica. 

A partir da apuração destes assaltos, os policiais identificaram Vinícius e o menor, já apontados como responsáveis por outros crimes de furto e roubo nas regiões da Atalaia e da Coroa do Meio. O menor chegou a ser abordado e interrogado pelos policiais, confessando sua participação no crime. "Identificados, percebeu-se que sem dúvidas são as mesmas pessoas que vitimaram o proprietário do Bar Salomé, sendo que o adolescente findou por confessar em detalhes, na presença de sua genitora a prática do crime. Segundo o mesmo, a intenção era praticar um roubo, mas a vítima teria negado entregar o aparelho celular, em função do que foi deflagrado o disparo que lhe atingiu.A confissão espontânea foi devidamente filmada", atestou Alessandro.


Provas - O delegado destaca ainda que a confissão do adolescente está comprovada por outras provas em poder da polícia. Entre elas, estão as imagens de câmeras de segurança de diversos estabelecimentos ao longo da Atalaia, as quais confirmaram corroboram o trajeto tomado pelos autores após o crime, rumo à residência do menor. Elas mostram também que o adolescente era o garupa da moto, conduzida por Vinícius, e tentou puxar um relógio do braço de Igor, que estava verificando uma caixa de esgoto e se assustou com a abordagem. O garupa desceu e disparou dois tiros contra o jornalista, que morreu a caminho do hospital. Ainda conforme Alessandro, a camisa usada pelo menor na hora do crime foi encontrada na casa do suspeito. 

A confirmação dos detalhes levaram os delegados do caso a entrarem na Justiça com o pedido imediato de prisão e internação preventiva dos acusados, os quais foram negados pelo juiz Paulo Henrique Fidalgo. "Os marginais que mataram um inocente permanecem livres, por conta da decisão do ilustre magistrado.A Polícia Civil, fiel ao seu compromisso com a sociedade, vai reiterar os pedidos de internação e prisão, com a certeza de que a Justiça sergipana cumprirá sua missão, permitindo que marginais de alta periculosidade sejam afastados do convívio social", conclui o delegado-geral, no final da nota.