Fim de linha, João

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Publicada em 06/11/2016 às 00:51:00

Fim de linha, João


Algo deu muito errado nesse final 
de carreira política de João Alves 
Filho (DEM), um dos principais nomes da direita no cenário local e até nacional, em determinado tempo. Após três mandatos de governador conquistados nas urnas, além de uma gestão no Ministério do Interior, ele agora se despede da vida pública com a pecha de pior prefeito de Aracaju nos últimos 30 anos. Sem exageros. 
Há quatro anos, quando foi eleito prefeito da capital com 159.668 votos, o equivalente a 52,72% dos votos válidos na ocasião, ele representava a esperança de dias melhores para muita gente que ansiava pela sua experiência administrativa para colocar Aracaju nos eixos de então. Que nada. Foi decepção do início ao fim da gestão. Criou taxas para a população pagar, aumentou de forma exorbitante os valores do IPTU, piorou os serviços básicos de saúde pública, educação e limpeza urbana, travou o trânsito da cidade, abandonou os servidores, enfim, uma tragédia.
Hoje, aos 75 anos de idade e sem fôlego algum para a política, ele sequer irá acabar com dignidade o mandato de prefeito que vai até 31 de dezembro deste ano. Sem dinheiro em caixa, já anunciou que se despedirá dos aracajuanos sem festa natalina, sem show de réveillon, sem fogos, mas certamente com muitas mentiras a contar. Vai dizer ao povo que fez o que foi possível fazer, que foi perseguido por Lula e Dilma Rousseff, que enfrentou turbulências financeiras por conta da crise nacional, que arregaçou as mangas, planejou, discutiu projetos, mas não deu.
João Alves Filho, que inegavelmente contribuiu muito com o crescimento urbano de Aracaju, sai de cena como um homem teimoso que não fez a leitura correta do seu tempo. Neste 2016, com sua história política já mergulhada em descrédito, até recebeu da Justiça Eleitoral a chance de desistir da disputa pela reeleição à Prefeitura de Aracaju. Mas não. Achou que o povo seria complacente com sua péssima atuação como gestor municipal. Saiu às ruas para pedir votos, colocou a senadora licenciada Maria do Carmo, sua esposa, para apelar a esse povo, enfrentou as urnas, caiu feio. Obteve míseros 25.715 votos numa eleição em que tentava se manter no cargo ao qual jamais voltará.
É um final melancólico sim senhor. Desde a redemocratização do país, em 1986, quando os prefeitos deixaram de ser indicados por chefes políticos dos Estados, não havia registro de tamanha decepção com um gestor eleito. Pela Prefeitura de Aracaju passaram Jackson Barreto, Viana de Assis, Wellington Paixão, Almeida Lima, João Augusto Gama, Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira, e desses não se têm notícias de tamanha tragédia administrativa. João Alves foi superior, sem dúvidas.
Seu grande trunfo como gestor sempre foi o investimento cego em obras faraônicas. Fez muita coisa de pedra e concreto durante suas gestões no Estado. A mais visível, claro, é a ponte sobre o rio Sergipe que liga Aracaju à Barra dos Coqueiros, inaugurada há dez anos. Recentemente construiu um belo e fedorento calçadão na Praia Formosa, zona privilegiada da capital. Mas João Alves também se meteu em pendengas vasculhadas pela Justiça que continuam a tirar seu sossego. A Operação Navalha é um exemplo, dentre outros. 
Portanto, vai-se João. Escreveu seu nome na história de Sergipe, pavimentou sua vida na política, estruturou sua base de homem público, mas se despede agora sem louvor algum. Fez sim a pior gestão de prefeito de Aracaju nos últimos tempos, não deixará saudades entre os aracajuanos, e se recolherá a um descanso merecido, mas imposto pela voz das urnas que não costumam perdoar os que não honram seu posto de poder. Fim de linha, João. Pode descer.

Algo deu muito errado nesse final  de carreira política de João Alves  Filho (DEM), um dos principais nomes da direita no cenário local e até nacional, em determinado tempo. Após três mandatos de governador conquistados nas urnas, além de uma gestão no Ministério do Interior, ele agora se despede da vida pública com a pecha de pior prefeito de Aracaju nos últimos 30 anos. Sem exageros. Há quatro anos, quando foi eleito prefeito da capital com 159.668 votos, o equivalente a 52,72% dos votos válidos na ocasião, ele representava a esperança de dias melhores para muita gente que ansiava pela sua experiência administrativa para colocar Aracaju nos eixos de então. Que nada. Foi decepção do início ao fim da gestão. Criou taxas para a população pagar, aumentou de forma exorbitante os valores do IPTU, piorou os serviços básicos de saúde pública, educação e limpeza urbana, travou o trânsito da cidade, abandonou os servidores, enfim, uma tragédia.Hoje, aos 75 anos de idade e sem fôlego algum para a política, ele sequer irá acabar com dignidade o mandato de prefeito que vai até 31 de dezembro deste ano. Sem dinheiro em caixa, já anunciou que se despedirá dos aracajuanos sem festa natalina, sem show de réveillon, sem fogos, mas certamente com muitas mentiras a contar. Vai dizer ao povo que fez o que foi possível fazer, que foi perseguido por Lula e Dilma Rousseff, que enfrentou turbulências financeiras por conta da crise nacional, que arregaçou as mangas, planejou, discutiu projetos, mas não deu.João Alves Filho, que inegavelmente contribuiu muito com o crescimento urbano de Aracaju, sai de cena como um homem teimoso que não fez a leitura correta do seu tempo. Neste 2016, com sua história política já mergulhada em descrédito, até recebeu da Justiça Eleitoral a chance de desistir da disputa pela reeleição à Prefeitura de Aracaju. Mas não. Achou que o povo seria complacente com sua péssima atuação como gestor municipal. Saiu às ruas para pedir votos, colocou a senadora licenciada Maria do Carmo, sua esposa, para apelar a esse povo, enfrentou as urnas, caiu feio. Obteve míseros 25.715 votos numa eleição em que tentava se manter no cargo ao qual jamais voltará.É um final melancólico sim senhor. Desde a redemocratização do país, em 1986, quando os prefeitos deixaram de ser indicados por chefes políticos dos Estados, não havia registro de tamanha decepção com um gestor eleito. Pela Prefeitura de Aracaju passaram Jackson Barreto, Viana de Assis, Wellington Paixão, Almeida Lima, João Augusto Gama, Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira, e desses não se têm notícias de tamanha tragédia administrativa. João Alves foi superior, sem dúvidas.Seu grande trunfo como gestor sempre foi o investimento cego em obras faraônicas. Fez muita coisa de pedra e concreto durante suas gestões no Estado. A mais visível, claro, é a ponte sobre o rio Sergipe que liga Aracaju à Barra dos Coqueiros, inaugurada há dez anos. Recentemente construiu um belo e fedorento calçadão na Praia Formosa, zona privilegiada da capital. Mas João Alves também se meteu em pendengas vasculhadas pela Justiça que continuam a tirar seu sossego. A Operação Navalha é um exemplo, dentre outros. Portanto, vai-se João. Escreveu seu nome na história de Sergipe, pavimentou sua vida na política, estruturou sua base de homem público, mas se despede agora sem louvor algum. Fez sim a pior gestão de prefeito de Aracaju nos últimos tempos, não deixará saudades entre os aracajuanos, e se recolherá a um descanso merecido, mas imposto pela voz das urnas que não costumam perdoar os que não honram seu posto de poder. Fim de linha, João. Pode descer.

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Eliane une

A vitória de Edvaldo Nogueira (PCdoB) na eleição do domingo passado, 30 de outubro, teve um sabor especial para o Partido dos Trabalhadores em Sergipe. Isso porque a chegada de Eliane Aquino (PT) ao posto de vice-prefeita de Aracaju representa muito. Viúva de Marcelo Déda e com uma sensibilidade social muito aguçada, Eliane poderá mostrar à população que o partido político que levantou a autoestima do aracajuano nos últimos tempos, o PT, está vivo. Prova disso foi a intensa participação dos militantes durante a campanha municipal, todos unidos em torno da figura de Eliane Aquino. E o futuro promete.


Nova liderança

Aliás, para Márcio Macedo, que é secretário nacional de Finanças e Planejamento do PT, Eliane Aquino já é a "mais nova liderança política do PT de Sergipe". "Eliane nos dá muita alegria. Sua generosidade, seu compromisso com o PT e com o legado que carrega de Déda. Fez uma campanha bonita, limpa, com uma disciplina na rua muito forte. Ela ajudou muito na vitória de Edvaldo. Eliane Aquino é hoje a mais nova expressão política do PT de Sergipe. As urnas disseram isso", confirmou Márcio.


Discussões 

internas

Há quem confirme que essa possibilidade de Eliane Aquino se tornar a referência do PT em Sergipe está incomodando grandes lideranças como Rogério Carvalho, atual presidente do Diretório Estadual, e outras. Nas reuniões do partido existe um clima de instabilidade, até porque em breve Rogério terá que passar a presidência do diretório para a deputada estadual Ana Lúcia, conforme acordo firmado ainda em 2014. Além disso, existe a possibilidade de antecipação do PED, processo interno de eleição direta do partido, para março de 2017. Ou seja, as pretensões de Rogério em relação a uma nova candidatura ao Senado em 2018 precisarão passar por outros critérios internos. Coisas do PT.


Retrospectiva 

Nas eleições municipais deste ano, o PT elegeu três prefeitos (Macambira, Nossa Senhora da Glória e São Domingos), e 34 vereadores, o que recoloca a sigla no Estado à posição que ocupou no início da década passada. Em 2000, foram eleitos dois prefeitos e 18 vereadores. Em 2004, foram 5 prefeitos e 34 vereadores. Quatro anos depois, o partido obteve o comando de oito prefeituras e 67 vagas nas câmaras municipais. Em 2012, foram eleitos 8 prefeitos e 55 vereadores.

Ainda Valadares

O senador Antônio Carlos Valadares (PSB) ainda não digeriu direito a segunda derrota do seu filho Valadares na disputa pela Prefeitura de Aracaju. Passou a semana trocando farpas e insultos com desafetos políticos via emissoras de rádio e redes sociais. Seu alvo preferido é o governador Jackson Barreto, mas qualquer um que se meter na história leva pancada do senador.  


2018 na mira

Sem dúvidas, o governador Jackson Barreto, que promete se aposentar da política ao final do mandato em 2018, teve uma semana de largos sorrisos. Com sua força, ajudou a eleger os quatro prefeitos da Grande Aracaju (Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão), o que representa mais de 60% do eleitorado sergipano. Enquanto isso, os líderes da oposição, como o senador Eduardo Amorim e o deputado federal André Moura, se orgulham de terem conseguido eleger prefeitos de importantes cidades do interior, a exemplo de Itabaiana, Lagarto e Estância. Ou seja, 2018 já começou para todos eles.  


Futuro da Barra

No meio da semana o governador Jackson Barreto se reuniu com o prefeito da Barra dos Coqueiros, Airton Martins, para discutir obras e ações importantes para o município. Isso porque a Barra vai experimentar um desenvolvimento muito forte com a chegada da usina termoelétrica. Este impacto irá modificar a paisagem social e econômica do município, proporcionando um crescimento sem precedentes para toda região, além dos diversos condomínios que estão se consolidando na cidade, levando também novos desafios de infraestrutura. "São muitos desafios que vamos ter que enfrentar juntos", disse o governador. "Tenho um amor antigo pela Barra dos Coqueiros e farei tudo que tiver ao meu alcance para fazer desta cidade um lugar melhor para seus moradores", confirmou Jackson Barreto, para contentamento de Airton.


Peça de ficção

Muito qualificado como parlamentar, o jovem deputado estadual Georgeo Passos (PTC) se precipita quando pensa em criticar ações do governo do Estado. Durante a semana subiu à tribuna da Assembleia Legislativa para dizer que o Orçamento do Estado para 2018, já tramitando na Casa, não passa de "uma peça de ficção". "Se analisarmos as previsões de receitas e as de despesas, há um déficit de mais de R$ 500 milhões. Ou seja, Sergipe já entra no ano de 2017 seriamente no vermelho", disse Georgeo.


Aritmética 

não é poesia

De pronto, o líder do governo, deputado Francisco Gualberto (PT), mostrou a Georgeo que o Orçamento não é nenhuma peça de ficção, como ele insinuou. "É preciso ter muita clareza sobre o que é o orçamento de um município, de um Estado e de um país. Trata-se de uma previsão orçamentária, porque durante o período da sua execução existem oscilações nas realidades financeiras e econômicas do orçamento", explicou o deputado. "Nós estamos falando de aritmética e não de poesia. Portanto, deputado Georgeo, o orçamento não é de ficção em momento nenhum, mas sim uma previsão orçamentária que dá para se prever alterações positivas ou negativas", enfatizou.


Orçamento

 

Em tempo: o orçamento do Estado, no valor total de R$ 8.697.884.317, 00, deverá ser votado até o final deste ano, antes do recesso parlamentar. Até lá, ainda haverá muita discussão para que seja devidamente aprovado.