Servidores da Saúde municipal entram em greve novamente

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Publicada em 09/11/2016 às 00:00:00

Milton Alves Júnior


Servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) deflagraram ontem greve unificada e por tempo indeterminado em todas as 44 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), da Prefeitura de Aracaju. Ao todo, 11 categorias participam do ato unificado que prejudica diretamente cinco mil pacientes a cada dia de paralisação. Diante do caos vivenciado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na capital sergipana, até os sindicalistas dizem ter perdido as contas de quantas greves e demais atos foram registrados somente neste ano.
O presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), João Augusto Oliveira, lamenta a situação e enaltece a força da classe trabalhadora em lutar por todos os direitos garantidos pela Constituição Federal. Sem salários e condições de trabalho os sindicatos descartam a possibilidade de encerrar a greve.
"Nos foi prometido um cuidado maior para o sistema de saúde e aí está o resultado: desgaste administrativo, pacientes sem saúde pública de qualidade e funcionários sofrendo para receber os salários e demais benefícios como férias e horas extras. Pedimos o apoio imediato dos órgãos de fiscalização. Não podemos permitir que essa situação assim permaneça", lamentou o médico. Integram ainda o movimento unificado: enfermeiros, agentes de combate a endemias, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, dentistas, entre outras classes profissionais.
Sem perspectiva de quando devem receber o salário referente a outubro, os servidores seguem mobilizados em greve e suspendendo até 70% dos atendimentos. Em relação à falta de assistência na rede municipal, com a permanência do impasse, o problema acaba refletindo no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Sem opção, milhares de pacientes seguem para a maior unidade hospitalar do estado em busca de atendimento médico.

Mobilização - Logo mais a partir das 7h30 os enfermeiros da PMA irão ocupar as galerias e a entrada principal da Câmara Municipal de Aracaju para reivindicar maior autonomia parlamentar por parte dos vereadores. Os servidores exigem o pagamento salarial em dia. Segundo a presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), é necessário que as categorias unifiquem as forças em busca dos direitos. Shirley Morales garantiu que os servidores não desejam mais debater os problemas com a atual gestão.
"Não temos mais o que dialogar com quem nunca se preocupou com as nossas demandas, com a demanda da saúde pública de Aracaju. Inclusive é bom lembrar que a gente sempre buscou discutir os problemas com o prefeito João Alves e ele nunca nos atendeu. Queremos os nossos direitos, salários, horas extras, férias, décimo terceiro, enfim, não estamos lutado por nada que não seja de direito do cidadão trabalhador", afirmou. A mobilização conta com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa).
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