Saúde continua sem funcionar

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 10/11/2016 às 00:43:00

Com os salários atrasados, dezenas de servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promoveram na manhã de ontem uma série de atos públicos nas intermediações da Câmara Municipal de Aracaju (CMA). A proposta dos profissionais era chamar a atenção dos parlamentares quanto à dificuldade encontrada pela classe trabalhadora na hora de receber seus salários. Além do atraso referente ao último mês de outubro, os profissionais do SUS se queixam ainda da falta de pagamento de horas extras, décimo terceiro proporcional e férias.

O movimento que teve por volta das 7h30, contou com o apoio de oito sindicatos e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Em greve desde a última terça-feira, cerca de 70% dos enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, agentes de combate à endemias, e assistentes sociais, por exemplo, segue pleiteando qualificação no serviço público de saúde na capital sergipana. Médicos também compõem o movimento e acreditam em 50% de adesão. Com a baixa nas escalas funcionais, cerca de quatro mil pacientes deixam de ser atendidos diariamente nas unidades de saúde administradas pela Prefeitura de Aracaju.

Apesar da mobilização gerada pelos grevistas - e adotando uma postura semelhante à proporcionada pela PMA -, a assessoria de comunicação da CMA informou que não iria se manifestar quanto ao pleito dos servidores. O ato ocorreu justamente no mesmo momento em que a vereadora suplente, Flávia Brasileiro, assumia o mandato por ordem judicial. Sobre os novos vereadores, os sindicatos alegam que os parlamentares afastados, bem como os respectivos assessores, seguem recebendo os salários em dia. Eles avaliam a situação como 'desrespeitosa' e 'antiética'.

"Enquanto a gente sofre para receber nossos salários, os vereadores afastados por suspeita de corrupção seguem recebendo os salários e demais benefícios como se nada de errado estivesse acontecendo. Não podemos aceitar que esse tipo de retrocesso continue prejudicando não só os trabalhadores da saúde em Aracaju, mas sim, a todos os usuários do Sistema Único de Saúde que precisam de uma assistência de qualidade", avaliou Gabriela Pereira, diretora do Sindicato dos Enfermeiros.

O presidente do Sindicato dos Psicólogos, Edmundo Freire, lembra que os profissionais têm enfrentado o mesmo problema desde o ano passado, com amplitude do caos a partir de janeiro deste ano. "Infelizmente nós funcionários da SMS estamos sofrendo a cada final de mês com a falta de compromisso por parte da administração municipal. O que tem preocupado a todos os manifestantes aqui presentes é a falta de cuidados básicos com a saúde do cidadão. Saúde é um serviço essencial, direito de todos; lamentavelmente nem profissional nem usuário do sistema tem encontrado uma assistência realmente de qualidade", garantiu.