Coleta de lixo volta a ser interrompida em Aracaju

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Publicada em 10/11/2016 às 00:58:00

Milton Alves Júnior

Desde a tarde de ontem Aracaju voltou a sofrer com a suspensão da coleta de lixo doméstico e comercial. O movimento grevista ocorre menos de uma semana após a empresa Cavo ter retomado os serviços paralisados em decorrência de uma dívida de R$ 19 milhões por parte da Prefeitura de Aracaju. Sem dinheiro, a Cavo / Estre encontra dificuldades para realizar o pagamento salarial de centenas de garis e margaridas.

Sobre o problema, a PMA informou apenas que pretende quitar parte dos pagamentos até amanhã, dia 11. A empresa, por sua vez, alega depender justamente desse repasse financeiro para quitar o pleito da categoria. Caso, de fato a prefeitura cumpra com o prometido, a Cavo informa que pagará os salários atrasados nesta sexta-feira, ou na próxima segunda-feira, 14. Em números, dos cerca de 1.200 garis e margaridas atuantes, ao menos 600 optaram por aderir à greve já na tarde de ontem. Com a continuidade do movimento a perspectiva é de novas adesões ainda nesta semana.

Como a série de atos teve início ontem já pela manhã com uma manifestação em frente ao Centro Administrativo Aloísio Campos - sede da PMA -, neste momento Aracaju já possui cerca de 600 toneladas de entulhos espalhadas por toda a cidade. O prefeito João Alves Filho não se manifestou oficialmente sobre o problema que o acompanha desde o início do mandato, em 01 de janeiro de 2013. Já o Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE) disse acompanhar os trâmites que envolvem a Cavo e a administração municipal.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindelimp), Anderson Vidal, a paralisação por tempo indeterminado se fez necessária em decorrência de uma possível falta de lealdade ética por parte da empresa junto aos seus funcionários. "Sabemos do problema enfrentado por parte da Cavo, mas os servidores não têm nada a ver com essa situação caótica. Estamos aqui para pedir ao prefeito que pague as dívidas porque enquanto nossos direitos não forem respeitados a coleta seguirá indisponível. Nossas contas se acumulam e não podemos mais aceitar esse tipo de conduta que só prejudica os trabalhadores e os aracajuanos", disse.