Greve dos garis deixa grande quantidade de lixo acumulado nas ruas de Aracaju

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Publicada em 11/11/2016 às 00:09:00

Milton Alves Júnior

Apenas hospitais, postos de saúde e feiras livres seguem com o serviço de coleta de lixo dentro da normalidade. Sem salários, mais de 600 profissionais, entre garis e margaridas, seguem em greve por tempo indeterminado. Diante da paralisação que atinge todos os bairros de Aracaju, é possível se deparar com ruas e avenidas repletas de lixo espalhado pelos canteiros, bem como terrenos baldios que voltam a se transformar em depósito de lixo comunitário. Segundo estimativas da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), a cada novo dia de greve cerca de 500 toneladas de lixo deixam de ser coletadas.

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), informou que os pagamentos pendentes relacionados ao mês de outubro estão previstos para serem repassados a partir de hoje. O prefeito João Alves Filho segue sem se pronunciar oficialmente sobre os débitos milionários que possui junto a Cavo / Estre. A falta de informações precisas também atingem as empresas que aguardam cumprimento do repasse de verbas para que possam quitar as pendências junto aos seus funcionários.

No início da noite de ontem a assessora de comunicação da Cavo lamentou a situação e afirmou que parte da categoria segue trabalhando a fim de minimizar a falta de higienização em serviços básicos como no sistema de saúde. "Até o momento a única informação que possuímos é que a prefeitura deve pagar alguns débitos nesta sexta-feira; vamos aguardar para que essa promessa realmente seja cumprida e que possamos solucionar parte dos problemas que também enfrentamos. Caso novas informações cheguem até nós, iremos preparar uma nota oficial e encaminhar para vocês do Jornal do Dia", declarou.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindelimp), Anderson Vidal, em assembleia a categoria decidiu seguir com a paralisação por tempo indeterminado já que os direitos trabalhistas seguem indisponíveis. "Assim como já havíamos comunicado anteriormente, sem os nossos direitos garantidos não tem condições de reiniciar a coleta. Infelizmente a prefeitura não paga à empresa, e por sua vez a empresa não paga a gente. Sem salários e todos os demais direitos não haverá regularização dos serviços em nenhum bairro de Aracaju", avisou.

Após a deflagração da greve por parte dos profissionais da limpeza, a Cavo voltou a criticar a atual administração da capital sergipana e destacou que: "Mesmo com um montante superior a R$ 20 milhões para receber, até hoje a Cavo conseguiu manter um alto padrão de qualidade na prestação de serviços à cidade. A empresa não tem mais condições de arcar com recursos próprios com a limpeza pública e aguarda o cumprimento do cronograma de pagamentos por parte da administração municipal”.