Dom Luciano é Desoculpada

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Publicada em 19/11/2016 às 00:01:00

As aulas do Colégio Estadual Dom Luciano Cabral Duarte, no São José (zona central de Aracaju), serão retomadas nesta segunda-feira, depois da ocupação de integrantes de movimentos estudantis. O prédio foi desocupado ontem à tarde, após o cumprimento de uma liminar expedida pela Justiça. Segundo a Secretaria Estadual da Educação (Seed), a saída dos manifestantes foi pacífica, sem incidentes. Cerca de 100 estudantes permaneciam no local desde o último dia 7.

A diretora de Educação de Aracaju (DEA), Eliane Passos, e a diretora da unidade de ensino, Marli Barreto, promoveram uma vistoria em todas as dependências do Dom Luciano, antes da saída dos alunos.“O colégio ficou 11 dias sem aulas, prejudicando a grande maioria dos alunos. A princípio, notamos a falta de higiene em algumas salas, mas uma limpeza geral será realizada nesse final de semana para que na segunda-feira as aulas sejam retomadas normalmente”, disse Marli.

Além das melhorias reivindicadas para a escola, os participantes da ocupação pediram a saída do presidente Michel Temer (PMDB) e se manifestaram contra a Reforma do Ensino Médio, anunciada recentemente pelo Ministério da Educação, e a PEC 55, proposta que prevê cortes e limites de gastos públicos da União e dos Estados. O secretário de Educação, Jorge Carvalho, entregou uma carta de intenções aos integrantes do movimento, onde ficou acertada uma reunião para discutir e ouvir sugestões dos manifestantes sobre os projetos do governo federal. A previsão é de que o encontro aconteça também nesta segunda-feira.

De acordo com a diretora da DEA/Seed, desde o início da ocupação, a Secretaria de Estado da Educação vem acompanhando a movimentação dos alunos.“Por determinação do secretário Jorge Carvalho, sempre estivemos abertos ao diálogo”, disse, ao ressaltar que não haveria necessidade da ocupação para a Seed atender às reivindicações.“O Governo do Estado, por meio da Seed, está atento às demandas dessa escola e de outras unidades de ensino da rede, e dentro das possibilidades financeiras reformas serão realizadas”, assegurou.

A diretora Marli Barreto lamentou que 1.700 alunos ficaram prejudicados com a ocupação do prédio escolar.De acordo com ela, os alunos que ocuparam o prédio afirmaram que a Seed atendeu a algumas reivindicações, como por exemplo, a reforma da quadra, refeitório e sanitários; e a troca das pastilhas.“O mais importante é que as aulas serão retomadas segunda-feira a fim de que possamos terminar o ano letivo”, disse a diretora.