Servidores da Emsurb protestam contra atraso de salários

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Publicada em 19/11/2016 às 00:16:00

Milton Alves Júnior

 

Sem salários, vale transporte e condições básicas de trabalho, os servidores da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) promoveram na manhã de ontem uma manifestação na entrada principal do Parque da Sementeira. Conforme denúncias apresentadas pela direção do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Indireta do Município de Aracaju (Seame), o ‘pacote de maldades’, como avaliou a categoria, inclui ainda a falta de repasses para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A proposta da classe trabalhadora é seguir promovendo atos públicos até que os direitos constitucionais sejam devidamente respeitados.

Paralelo às mobilizações, o grupo de servidores segue buscando o apoio do Ministério Público Estadual (MPE), Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ/SE), além do Ministério Público do Trabalho (MPT), Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE) e da Defensoria Pública. A mobilização coletiva tem como princípio regularizar as pendências que são de direito até o próximo dia 31 de dezembro, quando o prefeito João Alves Filho conclui o mandato executivo. Segundo os servidores, a possibilidade de herdar estas dívidas para o prefeito eleito Edvaldo Nogueira tem causado pânico aos trabalhadores que enfrentam dificuldades financeiras ao longo dos últimos meses.

Sobre as queixas, a assessoria de imprensa da PMA informou que “todos os esforços estão sendo adotados na tentativa de contabilizar recursos financeiros e regularizar todos os pagamentos ainda em aberto”. De acordo com a sindicalista Noêmia Leite, a falta de compromisso administrativo junto aos profissionais tem contribuído para que os serviços operacionais apresentem irregularidades. Para ela, fica impossível permanecer com a integridade das atividades a partir do momento em que a gestão municipal não respeita os próprios funcionários.

“A insatisfação é geral aqui na Emsurb e não temos mais paciência, muito menos condições para manter as nossas demandas em dia. Muitos de nós estamos sofrendo, passando fome e com dívidas atrasadas há mais de dois meses porque não recebemos nossos salários. A família de cada trabalhador não aguenta mais os problemas que esta administração nos tem causado. Infelizmente a resposta do Governo João Alves é sempre a mesma: estamos buscando solução para o caso”, lamentou. Sem os direitos garantidos, o grupo formado por cerca de 40 servidores, ameaça ainda promover vigília até que os repasses sejam contabilizados nas respectivas contas bancárias.

Para a enfermeira Luciene Sampaio, que reside nas intermediações do parque, a situação vivenciada pelos servidores da Emsurb também tem atingido outras categorias desde o ano de 2013, quando João Alves assumiu o atual mandato. "Não se pode continuar dessa forma, fingindo que está tudo bem ou que as coisas vão melhorar de uma hora pra outra. Eu me solidarizo com os trabalhadores municipais e aproveito para pedir mais atenção por parte dos órgãos públicos de fiscalização; é preciso agir em prol dos direitos constitucionais e da vida dessas pessoas", pediu. O Seame não apresentou o cronograma de manifestações previstas para os próximos dias.