Gerente e outros cinco são presos por assalto em Pacatuba

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Publicada em 19/11/2016 às 00:19:00

Gabriel Damásio

 

A Polícia Civil anunciou ontem a prisão de seis acusados de envolvimento com o assalto ocorrido em 27 de outubro deste ano na agência do Banco do Brasil em Pacatuba (Baixo São Francisco). Eles foram detidos durante a ‘Operação Ilha Brasil’, deflagrada na quinta-feira pelo Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), com apoio da Divisão de Inteligência Policial (Dipol) e do Grupamento Tático Aéreo (GTA). Entre os acusados, está o bancário Rogério de Jesus Santos, gerente da agência e apontado na investigação como o que facilitou a ação dos criminosos.

Além dele, foram presos Virgilio Correia Dantas Neto, Renan dos Santos Nicolau, Allison Muniz Santos, Josenilton dos Santos Silva, o ‘Galego’ e Jeferson Silva Santos, o ‘Teco’. As prisões aconteceram em Aracaju, Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju) e Ilha das Flores (Baixo São Francisco).Com os acusados, os policiais recuperaram cerca de R$ 100 mil que tinham sido levados do banco, além de apreenderem cinco revólveres, uma pistola ponto 40, uma espingarda,um Fiat Uno, uma moto e pouco mais de 40 trouxinhas de maconha. Um sétimo acusado, Wesley Alves Valadares, está foragido e é apontado como o principal executor do crime.

De acordo com a delegada Mayra Moinhos Evangelista, do Cope, as desconfianças quanto à participação de Rogério começaram com a análise das imagens do assalto, gravadas pelas câmeras de segurança do banco. “Logo que a gente percebe as imagens do crime, você observa o comportamento estranho do gerente. Houve muita passividade, muita tranquilidade. Já no depoimento dele, ele disse que ficou muito nervoso, mas apresentou algumas contradições. Ele deixou muito claro a quebra de alguns protocolos de segurança, inclusive antecedendo o crime, não apenas no momento da execução. No dia anterior, houve algumas atitudes por parte do gerente, que nos levaram a desconfiar dele desde o início”, afirma a delegada.

Outro passo da apuração foi a identificação de Wesley, denunciado pelo Disque-Denúncia após a divulgação de imagens do momento em que ele entra no banco e anuncia o assalto. “A partir da identificação, passamos a fazer uma análise com a Dipol sobre os círculos de relacionamento de Rogério e de Wesley. E aí encontramos algumas coincidências interessantes: três pessoas eram conhecidas de ambos, são de Ilha das Flores, o Wesley é de Socorro e ambos tinham contato com o gerente”, explicou Mayra. Segundo a polícia, tratam-se de Renan e Virgílio, que têm vínculos familiares com a esposa do gerente, além de Allisson, amigo em comum dos acusados e que fez contato com Wesley por já ter morado na Piabeta, em Socorro.

Renan, Virgílio e Alisson tiveram a prisão temporária decretada. De acordo com a delegada, eles confessaram a participação no crime e confirmaram a participação do gerente, que teria pedido o abastecimento do cofre da agência na véspera do crime, fugindo da rotina no banco. Rogério, por sua vez, nega qualquer participação no assalto. “A gente inclusive o incentivou que ele colaborasse com o procedimento, já que toda a trama foi desfeita e as provas objetivas e subjetivas contra ele são contundentes. Mas ele nega tudo, diz que está sendo vítima de uma trama de pessoas que, provavelmente por um entrave financeiro no banco, o retaliaram”, relata ela.

Os dois revólveres levados da vigilância do BB foram encontrados com Virgílio, enquanto Renan estava com mais duas armas. A polícia chegou também a Josenilton, que tinha mais dois revólveres e é apontado como o homem que foi de carro com Wesley atéPacatuba e fugiu com ele após o assalto, levando o dinheiro. ‘Teco’ foi o último a ser preso e é apontado na investigação como traficante de drogas que atua na Piabeta, ao lado de Wesley. Ele foi detido com as porções de maconha, em buscas com apoio do GTA.

O Cope deverá concluir o inquérito do caso nos próximos dias. Todos os acusados devem ser indiciados por crimes como roubo majorado e associação criminosa. Os seis presos permanecem detidos na sede do Cope e aguardam transferência para um presídio.