Índice da construção civil: Sergipe com o segundo menor custo por metro quadrado do País

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Publicada em 20/11/2016 às 00:27:00

A região Nordeste foi a única que apresentou redução de custos da construção civil no mês de setembro em relação a agosto (-0,07%), embora tenha havido elevação do índice no acumulado do ano (5,54%). As informações são oriundas de levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de pesquisas do Banco do Nordeste, com base em informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Todas as regiões do País, assim como todos os estados da região Nordeste, registraram elevação de custo nas taxas acumuladas até setembro. Entre os estados nordestinos, Sergipe apresentou a menor elevação no período de doze meses (4,59%). Já o Ceará apresentou os maiores índices, comparáveis apenas aos da região Sudeste. O Rio Grande do Norte destacou-se pela menor taxa de crescimento dos custos no ano (1,14%).

No âmbito nacional, o Índice da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação de 0,26% em setembro. No acumulado de janeiro a setembro, o índice variou 5,34%.

A pesquisa também revela que o custo médio por metro quadrado no Nordeste manteve-se como o menor entre as regiões do País. Em setembro, este ficou em R$ 939,23, mostrando-se 7,4% menor do que a média nacional (R$1.014,80). Entre os estados da Região, os custos mais elevados encontraram-se na Paraíba (R$ 987,70), enquanto Rio Grande do Norte e Sergipe registraram os menores valores do país: R$ 878,71 e R$ 906,48, respectivamente.

Todos os estados nordestinos apresentaram custos menores que os de qualquer outra Região. Minas Gerais (R$ 959,25) e Espírito Santo (R$ 923,00) registraram valores aproximados aos do Nordeste.

Expectativas - O estudo do Etene aponta que a elevação de custos nacionais, praticamente generalizada, está contextualizada em um momento pouco promissor para o setor. Todos os índices de expectativas para os próximos seis meses, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mantiveram-se pessimistas em setembro: nível de atividade, número de empregados, compras de insumos e matérias-primas e possibilidade de novos empreendimentos e serviços. Consequentemente, o quadro de retração aliado a esses prognósticos desfavoráveis desestimulam a intenção de investimento dos empresários que mostram baixa propensão a investir.

A pesquisa indica que os principais problemas enfrentados pelas empresas são a demanda insuficiente, seguida pela elevada taxa de juros e alta carga tributária. Apesar do quadro de retração, observa-se, porém, relativa resistência à redução nos preços dos fatores que compõem os custos de produção do setor.

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