Médicos da PMA fazem nova mobilização para cobrar salários

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Publicada em 23/11/2016 às 00:32:00

Médicos que prestam serviços para o Sistema Único de Saúde de Aracaju promoveram na manhã de ontem mais uma manifestação no centro da cidade com o propósito de chamar a atenção do prefeito João Alves Filho para o atraso salarial da categoria que se arrasta há 23 dias. Conforme denúncia feita pelo Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), atualmente 60 médicos aposentados estão sofrendo com o descaso financeiro proporcionado pelas Secretarias Municipais de Saúde e da Fazenda. Na semana passada a Prefeitura de Aracaju garantiu que na última segunda-feira, 21, os débitos seriam devidamente quitados; a promessa não foi cumprida.

Impaciente com a situação vivenciada pelos profissionais atuantes na capital sergipana, o vice-presidente do Sindimed, José Menezes, lamentou que os gestores municipais, a começar pelo prefeito, não se mostram interessados em resolver o problema e contribuir para o fim da greve que contabiliza hoje 16 dias seguidos. Sem solução dos pleitos sindicais, a categoria garante que os atendimentos nas 43 unidades básicas de saúde seguem parcialmente suspensos por tempo indeterminado. Com isso, diariamente cerca de quatro mil pacientes do SUS permanecem encontrando dificuldades na hora de buscar por um atendimento público de saúde. O Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) segue com a demanda acima do normal.

“O que podemos perceber com essa gestão é que os servidores não são prioridade e a própria prefeitura parece mesmo gostar de greve e demais paralisações dos serviços os quais deveriam ser de qualidade, fornecida ao cidadão contribuinte. Enquanto os salários não forem pagos, o serviço não será retomado. A greve continua até que as nossas reivindicações sejam atendidas”, avisou o sindicalista. Até o inicio da noite de ontem a PMA não havia se manifestado publicamente sobre o pleito dos médicos. O Sindimed conta com o apoio de centrais sindicais, e de outros grupos profissionais que atuam junto à SMS, a exemplo dos enfermeiros, nutricionistas e de Agentes de Combate a Endemias.

Sobre a paralisação em até 70% dos serviços essenciais, o vice-presidente garantiu que os médicos não têm como objetivo prejudicar a população, mas encontram na greve a única forma de tentar solucionar os problemas o mais rápido possível. A categoria pede ainda o apoio de órgãos de fiscalização, incluindo o Tribunal de Contas do Estado de Sergipe e o Ministério Público do Trabalho. Questionado quanto à reincidência dos atrasos, José Menezes informou que os sucessivos atrasos salariais e de demais benefícios constitucionais se arrastam desde o último mês de janeiro. (Milton Alves Júnior)