Acusado pela morte do dono do bar Salomé acaba preso por outro crime

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Publicada em 26/11/2016 às 00:48:00

Gabriel Damásio

 

Vinícius de Souza Macêdo, 30 anos, acusado de participação no assassinato do empresário Igor de Faro Franco, em 25 de outubro deste ano, voltou à cadeia na manhã de ontem. Cerca de dois dias depois de ser colocado em liberdade por força de um habeas-corpus, ele teve uma nova prisão preventiva decretada. Desta vez, a ordem partiu da juíza Jumara Porto Pinheiro, da 9ª Vara Criminal de Aracaju, dentro do processo que apura um assalto cometido no dia 17 de outubro deste ano, contra duas mulheres que foram abordadas em uma rua na zona sul de Aracaju. O acusado foi encontrado e detido por agentes da Polícia Civil, em uma rua no bairro Capucho (zona oeste).

Não foram divulgados outros detalhes sobre o processo, mas, segundo a polícia, trata-se de um dos 15 assaltos à mão armada ocorridos ao longo dos últimos meses nos bairros Atalaia e Coroa do Meio. A Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (Derof) assegura que a autoria de todos esses crimes foi confessada por Vinícius em seus depoimentos já prestados à polícia, incluindo naquele em que negou sua participação na tentativa de assalto em frente ao Bar Salomé, próximo à Orla, onde Igor levou o tiro no peito que provocou sua morte.

A polícia afirma que Vinícius é um “praticante contumaz” de assaltos a pedestres, e que alguns deles chegaram a ocorrer diariamente, mas sempre com o uso de uma moto pertencente a ele na companhia de um adolescente de 16 anos que também confessou os roubos e está apreendido na Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (Usip). Foi o próprio menor que, segundo a polícia, assumiu a morte de Igor e revelou a participação de Vínícius, o qual teria lhe convidado para fazer assaltos na noite do crime. Os dois foram detidos no último dia 5, por ordem do juiz plantonista Sérgio Menezes Lucas.

O adulto, porém, negou que estava com o adolescente na noite do crime e, por meio de seu advogado, apresentou um álibi: ele estava em casa, na Coroa do Meio, e trocava mensagens com um primo residente em São Paulo, tendo posteriormente saído para caminhar com um amigo no Calçadão da 13 de Julho. Esta versão foi alegada na decisão do juiz Leonardo Souza Santana Almeida, da 2ª Vara Criminal, que revogou a prisão de Vinícius na última quarta-feira, alegando “ausência de indícios suficientes” da autoria, e colocou-o sob monitoramento de uma tornozeleira eletrônica.

Após a notícia da liberação, a polícia apresentou outro pedido de prisão preventiva, relativo ao processo da 9ª Vara, e o pedido acabou atendido. “A gente tem a absoluta certeza de que um indivíduo desse solto é um desserviço à sociedade, uma tragédia para a família da vítima e uma sinalização de impunidade, que só incentiva ao marginal”, criticou odelegado-geral da Polícia Civil, Alessandro Vieira, ao garantir a existência de “provas robustas” que não deixam dúvidas quanto à participação do acusado na morte do empresário.O inquérito sobre o caso do bar Salomé foi prorrogado a pedido da polícia.