Radioterapia do Cirurgia volta a funcionar após 40 dias

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Publicada em 29/11/2016 às 00:43:00

 

Radioterapia do
Cirurgia volta a
funcionar após 40 dias

Depois de enfrentar 40 dias de suspensão no setor de quimioterapia no Hospital Cirurgia, em Aracaju, os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) foram comunicados na manhã de ontem que os tratamentos foram reestabelecidos e todos os procedimentos atrasados serão remarcados. Esse reenquadramento na escala clínica vai depender da disponibilidade da unidade hospitalar, bem como de cada paciente incluído pelo OncoCirurgia na lista de espera. Conforme estatística apresentada pela direção do HC, durante este período de interdição mais de 400 atendimentos deixaram de ser realizados. O fim da paralisação ocorreu em virtude de uma intervenção administrativa promovida pelo Ministério Público Estadual e pelo Tribunal de Justiça.

A crise enfrentada pelo SUS no Estado de Sergipe, em especial nas unidades de tratamento contra o câncer, vem sendo apresentada desde o início do ano pelo Jornal do Dia. As denúncias de precariedade da assistência são protocoladas diariamente em virtude de inúmeros descasos públicos que geram o amontoado de problemas no sistema público. Como se não bastassem o baixo efetivo de profissionais, a falta de materiais e precarização das estruturas físicas, as dívidas acumuladas pela Prefeitura de Aracaju contribuem diretamente para o retrocesso dos serviços. Atualmente o débito envolvendo a Secretaria Municipal de Saúde com o hospital de Cirurgia chega à casa de R$ 1,6 milhão.

Na tentativa de sanar os problemas e minimizar os efeitos negativos provocados à saúde de centenas de pacientes, ficou deliberado que os gestores municipais irão buscar medidas emergenciais que possam resultar na quitação deste débito até a próxima segunda-feira, dia 05 de dezembro. Entre os profissionais engajados nessa missão estão servidores técnicos das secretarias municipais de fazenda (Semfaz), saúde (SMS), e do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog). O conflito financeiro entre a PMA e o HC se arrasta desde junho do ano passado quando as dívidas alcançaram o montante de R$ 7,5 milhões. Desde então o atendimento foi suspenso temporariamente por decisão da direção hospitalar.

Sobre a remarcação dos exames atrasados, Rossana Sales, gestora da OncoCirurgia, informou que a regularização ocorre de forma gradativa e parcial de acordo com o pagamento de débitos junto aos fornecedores de remédios e demais serviços essenciais para a continuidade dos atendimentos. "Podemos garantir que todos serão atendidos, ninguém ficará sem o serviço, isso vai ocorrer de acordo com a regularização das situações com os fornecedores. Agradecemos a compreensão de todos aqueles que entenderam a difícil dificuldade que enfrentamos e que nós fizemos tudo que estava ao nosso alcance para manter o tratamento", disse.

O hospital informou ainda que todos os débitos relacionados aos meses de julho e agosto foram quitados, faltando apenas os de setembro e outubro que vencem nesta última semana de novembro. A perspectiva é que os acordos e determinações judiciais sejam devidamente quitados sem contratempos para que o setor de oncologia no Hospital de Cirurgia não volte a enfrentar problemas ainda mais agravantes. Essa também tem sido a esperança de muitos pacientes que dependem do sistema público de saúde.