Ana Lúcia pede que Estado não unifique Secretarias de Esporte e Cultura

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Publicada em 30/11/2016 às 00:45:00

Artistas e trabalhadores da cultura ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) ontem, 29, para dialogar com os deputados a fim de sensibilizá-los para votar contra o Projeto de Lei 89/2016, que transfere as políticas de Esporte da Secretaria de Estado de Turismo para a Secretaria de Estado da Cultura.

O Projeto foi encaminhado à Alese pelo Poder Executivo na semana passada e já foi votado pela Comissão de Constituição e Justiça da casa na última quinta-feira. A pedido da deputada Ana Lúcia, o líder do governo, o deputado Francisco Gualberto, suspendeu a votação para que a classe artística pudesse tentar o diálogo com os deputados e o Governo do Estado no sentido de reverter a mudança de secretarias.

“Precisamos discutir antes de aprovar este projeto e dialogar com o governador. O companheiro Francisco Gualberto ficou de fazer essa mediação, e eu espero que antes da votação final do projeto possamos, com maturidade, discutir as causas dessa reação dos nossos artistas e produtores para que o governo perceba que isso não vai ajudar a cultura”, destacou Ana Lúcia, informando que o PL deverá passar ainda pelas Comissões de Educação, Cultura e Desporto, e de Economia e Finanças antes de ser votado em plenário.

Ana Lúcia argumentou que, além do risco de precarizar ainda mais as já frágeis políticas culturais, Esporte e Cultura são áreas sociais, mas que não têm muita articulação entre si. “Esporte e Turismo estão muito mais relacionados. As atividades de esporte movimentam as pessoas para o turismo aqui no Estado e um exemplo disso é que um dos eixos do turismo, é o ecoturismo, incluindo neste campo, os esportes radicais”, destacou.

“As várias linguagens e expressões de nossa cultura precisam ter seu espaço. Por isso os profissionais das artes estão aqui na Assembleia Legislativa hoje: para pedir que o poder público priorize a cultura enquanto espaço próprio, que já é por si só complexo e desafiador”, explicou a parlamentar, repercutindo a pauta dos trabalhadores da cultura.