Famílias de sem teto cobram pagamento de auxílio moradia

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 30/11/2016 às 00:14:00

Famílias ocupantes da antiga clínica psiquiátrica Santa Maria, no bairro Siqueira Campos, em Aracaju, voltaram a se manifestar e interditar o fluxo de veículos no cruzamento entre as ruas Paraíba e Espírito Santo. Realizado na manhã de ontem, o ato público reuniu cerca de 60 famílias que reivindicam junto ao Governo de Sergipe o pagamento do auxílio aluguel. Segundo informações apresentadas pela direção do Movimento Luta Popular, a Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão, Assistência, do Trabalho e dos Direitos Humanos (SEIDH), garantiu que o repasse do benefício seria pago em dia, mas atualmente já acumula 45 dias de atraso.

Ainda conforme denúncias apresentadas pela coordenação do movimento, até a tarde de ontem 85 famílias permaneciam sem contabilizar o repasse do auxílio conquistado ao longo dos últimos anos. Outras 300 pessoas enfrentam dificuldades extremas de sobrevivência, já que até o momento não foram contemplados com o mesmo benefício. Diante da situação apontada pelas famílias como de ‘calamidade’, a proposta dos ocupantes é permanecer protestando e pressionando a secretária Marta Leão, até que os respectivos direitos estejam disponíveis. Aproveitando o protesto, as famílias pediram maior atenção por parte do governador Jackson Barreto e dos órgãos de defesa dos direitos humanos.

A coordenadora do Movimento Luta Popular, Daniela Rocha, pediu desculpas pelos transtornos causados pela manifestação, mas apontou o ato como necessário a fim de chamar a atenção, também, da sociedade sergipana. A líder comunitária esclarece que direitos básicos como: educação, saúde e trabalho não estão à disposição das famílias. “As dificuldades são muitas e está visível para qualquer pessoa. A manifestação foi necessária para que a população de Aracaju e Sergipe veja como todos estão vivendo. Precisamos chamar a atenção de todos, e eu também espero e torço para que o governador nos ajude. Não temos condições de sobreviver nessas situações”, afirmou.