Governador diz que secretarias de Cultura e Esporte não serão unificadas

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Publicada em 07/12/2016 às 00:36:00

O governador Jackson Barreto afirmou que não irá unir as secretarias de Estado de Cultura (Secult) e Esporte. A decisão foi anunciada ontem, 06, durante a reunião com membros do Conselho Estadual da Cultura e da Secult, que solicitaram a não incorporação de uma pasta a outra. Na ocasião, o governador aproveitou para solicitar que os entes culturais estejam mais engajados em proporcionar ações do setor nas periferias do estado, levando manifestações artísticas também para as áreas menos favorecidas da população.

“O fundamental é que atendi ao Conselho Estadual de Cultura, no sentido de manter a Secult sem fundir com o Esporte, até porque não são atividades afins. Cada vez mais queremos levar cultura à população e achamos que esse pedido tem realmente razão de ser, pois o governo precisa dar, também, atenção especial e profunda ao Esporte, principalmente nesse momento em que a juventude se vê envolvida com tantas drogas”, destacou.

A sensibilização do governador por meio do Conselho Estadual de Cultura aconteceu, segundo o vice-presidente, Antônio Sérgio Chagas, por meio da explicação de que a Secult, se agrupada com a secretaria de Turismo, seria prejudicada. “Nossa preocupação com a junção das secretarias é porque não vemos a perspectiva que esse resultado possa realmente dar bons frutos. Então viemos conversar com o governador e mostrar os aspectos de nossa cultura e a importância do movimento cultural de Sergipe para o Brasil, dos museus a céu aberto, das nossas atividades folclóricas, teatro, dança e músicas erudita e popular. Trouxemos para ele nossa expectativa que a Secult seja mantida apenas como secretaria exclusiva, pois precisa ter um olhar muito direcionado”.

Antônio da Cruz é artista e ativista cultural, participou também da reunião e pontuou que, segundo seu ponto de vista, Cultura e Esporte são uma mistura heterogênea, pois têm naturezas distintas. Ele conta que a preocupação da classe artística é que, se houvesse a fusão de secretarias, poderia ocorrer diminuição de recursos destinados para a Cultura. “Para nossa felicidade, fomos atendidos. Isso significa que houve bom senso do governador e preocupação dele com relação à Cultura. Agradecemos essa tomada de decisão”, acrescentou.

 

Expansão da cultura - O governador externou, durante a reunião, que espera que a Secretaria de Cultura realize mais ações do ponto de vista popular, de modo a atingir a comunidade das áreas mais descentralizadas. Jackson quer que a Secult seja instrumento de cultura popular, deixando de utilizar, apenas, fórmulas convencionais. “Às vezes fico angustiado porque preciso ver mais ações em outros locais. Por isso quero ver a secretaria derramando arte na periferia e levando-a para o povo”, solicitou.

O secretário de Estado da Cultura, Irineu Fontes, afirmou que recebe os pedidos do governador sobre o assunto e que a ideia é desenvolver ações em Aracaju, a exemplo do Santa Maria, e também em municípios do interior. No bairro da capital sergipana ele conta que já existe a Orquestra Jovem e que, junto a ela, será criado um núcleo de dança, de modo que posteriormente haja uma escola de artes e cultura em Sergipe. A unidade funcionaria como espaço de ensino técnico, oferecendo formação a jovens.

“Atualmente já temos um projeto, no qual vamos buscar coordenadores de grupos de dança em vários bairros. Como vemos que em diferentes comunidades de Aracaju há várias pessoas engajadas na dança, faltando a elas apenas informação e formação profissional, vamos trabalhar com elas para oferecer técnicas melhores. Esses indivíduos serão nossos multiplicadores”, esclareceu Irineu. Ele ainda explicou que o projeto está sendo construído junto com o Ministério da Cultura (MinC), a Secretaria de Inclusão (Seidh) e outros parceiros, e que os recursos, em torno de R$ 4 milhões, do MinC poderão ser liberados e serem aplicados na iniciativa de dança