Coleta de lixo está suspensa até que a PMA pague à Cavo

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Publicada em 08/12/2016 às 00:34:00

Garis e margaridas decidiram na manhã de ontem suspender a greve geral, e optaram por promover uma paralisação de 24 horas, a qual encerra logo mais a partir das 8h30. A classe trabalhadora reivindica junto à Empresa Cavo / Estre a promoção de melhores condições de trabalho e recontratação de profissionais que foram demitidos ao longo dos últimos dois meses. Somente este ano – conforme estatísticas do Sindicato dos Empregados de Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindelimp) -, cerca de 250 trabalhadores foram dispensados, e mais 100 poderão ser demitidos até o final deste mês. A empresa terceirizada da Prefeitura de Aracaju alega crise financeira.

O grupo informou que a administração municipal não cumpre com os acordoscontratuais, e, por estes motivos, não possui condições financeiras para manter a mesma estrutura antes disponível aos aracajuanos. “A limpeza pública na cidade será readequada para atender a capacidade de pagamento da administração municipal, com consequente redução de equipes apenas de varrição, conforme acordo firmado entre a prefeitura e a Cavo, mediado pelo Ministério Público Estadual”, explicou a direção da Cavo. A revolta por parte da categoria teve início na semana passada quando somente em um prazo de cinco dias, 190 profissionais foram demitidos.

De acordo com o presidente sindical, Rayvanderson Fernandes, uma reunião está prevista para ser realizada na próxima semana na sede do Ministério Público Federal (MPF), em Aracaju. A proposta é debater o assunto, defender os direitos dos servidores e tentar estancar a avalanche de demissões promovidas pela Estre. “Não podemos aceitar esse tipo de medida que só gera desespero para centenas de famílias. Sabemos que a atual gestão municipal não está cumprindo com as obrigações, mas nem os garis e margaridas, nem os aracajuanos devem ser penalizados por este descaso. Precisamos do apoio do MPF e esperamos que um resultado satisfatório seja extraído da próxima reunião”, disse.

Horas após o início da paralisação, a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), responsável por contratar a Cavo em caráter emergencial, informou que os serviços de coleta e limpeza de ruas, avenidas e prédios públicos, estão suspensos por decisão do Sindelimp. A Prefeitura de Aracaju não se manifestou oficialmente quanto às dívidas existentes junto à Cavo, tampouco referente às demissões em massa promovidas pela empresa. Ainda de acordo com Rayvanderson Fernandes, a perspectiva é que outros atos públicos sejam realizados nos próximos dias; o objetivo é mobilizar a categoria e intensificar os movimentos.

Cavo – No final da tarde de ontem, a Cavo/Estre distribuiu nota informando que acoleta de lixo está suspensa até que a PMA regularize os pagamentos. “Em decorrência da ausência de pagamento, por parte da prefeitura de Aracaju, de valores devidos à Cavo há meses, conforme acordo mediado pelo Ministério Público Estadual, a coleta de lixo não foi realizada nesta quarta-feira 7. Nesta data, a administração municipal pagou menos de 20% do montante previsto para duas semanas, o que não viabiliza a operação. A empresa honrou os salários de seus funcionários, mas não tem mais condições de operar sem a necessária contrapartida do município. Por isso, aguarda novos aportes para normalizar a coleta”, diz a nota.