Cavo retoma coleta de lixo em alguns bairros de Aracaju

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Publicada em 10/12/2016 às 00:13:00

Milton Alves Júnior

Depois de 72 horas sem coleta de lixo, no final da manhã de ontem a Prefeitura de Aracaju quitou parte das dívidas que possui com a empresa Cavo / Estre, e conseguiu reestabelecer o serviço público. Ao longo dos últimos três dias a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) contabilizou cerca de 1.500 toneladas de lixo espalhadas por ruas, avenidas e terrenos baldios. Diante da situação de calamidade higiênica, equipes extras de trabalho estarão atuando durante este final de semana na perspectiva de recolher até a próxima segunda-feira, 12, todo o lixo acumulado. A operação teve início nos bairros Centro e Siqueira Campos.

O impasse envolvendo a Cavo - empresa terceirizada responsável pelo serviço de coleta -, e a administração municipal, resultou na demissão de 160 trabalhadores, entre garis e margaridas que promoviam o serviço de varrição e urbanização da cidade. De acordo com a direção empresarial, as demissões se fizeram necessárias devido ao não pagamento de parcelas já acordadas, inclusive, em audiência pública mediada pelo Ministério Público Estadual (MPE). Sem dinheiro suficiente para manter o quadro funcional, a alternativa encontrada pela Cavo para minimizar os gastos foi demitindo os servidores.

A Cavo informou por meio de nota que os débitos reivindicados judicialmente junto à PMA foram quitados. “A prefeitura de Aracaju efetuou, nesta sexta-feira, 9, o pagamento dos valores devidos à Cavo, referentes às parcelas definidas em acordo pelo Ministério Público Estadual. Com isso, a coleta de lixo foi retomada na cidade", informou. Atualmente efetivo operacional conta com pouco mais de 900 trabalhadores; até a renovação do contrato emergencial - ocorrida no último mês de setembro, esse quadro era de aproximadamente 1.100 garis e mais 100 margaridas.

Apesar da regularização envolvendo a gestão do prefeito João Alves Filho e o Grupo Estre, a direção do Sindicato dos Empregados da Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindelimp) reivindica que os profissionais demitidos sejam recontratados a fim de equilibrar as demandas diárias de cada equipe. Para o presidente Rayvanderson Fernandes, os trabalhadores estão sendo obrigados a trabalhar dobrado, o que gera acúmulo e trabalho excessivo. O sindicato pede o apoio do Ministério Público do Trabalho,pois o objetivo é garantir todos os direitos dos trabalhadores.

"É inadmissível que o cidadão trabalhador continue sofrendo diante desses problemas que se tornaram corriqueiros. Precisamos do apoio dos órgãos de fiscalização, em especial do MPT para que nenhum gari ou margarida seja prejudicado. Demitiram centenas de pessoas, e agora que regularizaram os pagamentos em atraso, então que convoque todos eles de volta", disse. A Cavo não se pronunciou quanto à possibilidade de readmitir os trabalhadores.