Greve de peritos prejudica trabalhos no IML e Criminalística

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Publicada em 13/12/2016 às 00:40:00

Milton Alves Júnior

Peritos da Secretaria de Estado da Segurança Pública seguem de braços cruzados até a noite de hoje. A paralisação de 48 horas teve início na manhã de ontem quando os trabalhadores optaram por suspender as atividades devido à precarização nas condições de trabalho, bem como a defasagem na carreira profissional. Segundo estatísticas do Sindicato dos Peritos Oficiais (Sinpose), um perito com 30 anos de atividade recebe em média apenas R$ 260 a mais que um profissional recém aprovado em concurso. O Sindicato pede ainda a reabertura de diálogo junto ao governador Jackson Barreto, e com o secretário da SSP, João Batista.

A classe trabalhadora lamenta que as reuniões administrativas - as quais contavam com a participação de representantes do Sinpose -, estejam indisponíveis desde o último mês de setembro. Paralelo à estrutura operacional e a questão salarial, os sindicalistas tentam reiniciar os debates a fim de ampliar o quadro funcional. Com base no relatório da Organização das Nações Unidas, Sergipe possui uma defasagem de aproximadamente 360 profissionais, contando hoje com um quadro de 50 peritos. Em contraponto, a assessoria de comunicação da SSP garantiu que o canal de diálogo junto aos servidores da pasta continua aberto com o propósito de realizar negociações e escutar as demandas da categoria.

Por meio de nota a Secretaria de Segurança Pública enalteceu a necessidade de todos os serviços serem reiniciados a fim de minimizar os problemas proporcionados aos sergipanos: "Esperamos que os peritos, recém-ingressos na administração pública, continuem dialogando e não comprometam o atendimento ao público". De acordo com o presidente do Sinpose, Carlos Eduardo Araújo, é necessário que as promessas apresentadas pelos gestores da pasta sejam concretizadas em curto prazo. Segundo o sindicalista, a paralisação deflagrada ocorre, em especial, diante da falta de conversas e valorização dos peritos. Diante da situação, os manifestantes não descartam a possibilidade de realizar outros atos públicos ainda este ano.

“Infelizmente parece que todo o diálogo realizado ao longo dos meses não serviu em nada. Essa é a impressão que fica ao sabermos que o nosso pleito está simplesmente engavetado. É notório e todos sabem que a nossa reivindicação é por um melhor plano de carreira. Sem avanços reais não será mais possível suportar a atual situação que enfrentamos todos os dias”, declarou Carlos Eduardo. Durante estes dois dias de paralisação, o Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística foram diretamente prejudicados. A previsão é que todas as atuações serão reestabelecidas a partir das 7h de amanhã.

“Uma minuta de proposta de reestruturação foi elaborada na SSP e está sendo avaliada pela Seplag. As negociações e diálogos permanecem abertos e o Governo tem prestigiado a categoria, pois realizou um inédito concurso público e acelerou a convocação de excedentes”, contrapôs a nota oficial encaminhada pela SSP.