Presos autores da morte de policial em Itabaianinha

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 13/12/2016 às 00:43:00

Gabriel Damásio

 

Uma investigação rápida do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope) e da equipe da Delegacia de Itabaianinha (Sul) terminou na prisão de três homens envolvidos com a morte do policial civil Sidnei Santos Soares, 57 anos, conhecido como ‘Bigodinho’. Ele foi executado em um quiosque no povoado Jardim, em Itabaianinha, na tarde do último sábado. Horas depois do crime, foram presos Ronilson Batista de Souza, o ‘Pilico’, apontado como o autor do tiro contra o agente; e André Santos Dias, um dos mandantes do crime. Ontem à tarde, foi preso o acusado Marcos Antônio Lima Silveira, acusado de ser o segundo mandante.

As equipes do Grupamento Especial de Repressão e Busca da Polícia Civil (Gerb) e da Polícia Militar também participaram da operação de sábado e das investigações. Além das prisões do mandante e o autor do crime, a polícia apreendeu a arma de fogo, o veículo utilizado na fuga, o capuz e o casaco usados pelo autor dos disparos.Segundo o delegado André David, Marcos foi quem pagou R$ 700 para que ‘Pilico’ praticasse o crime. “O executor não sabia que Sidnei era policial e o mandante não relatou qual teria sido a motivação”, explicou ele, destacando ainda que o dinheiro foi apreendido pelo Cope.

Assim que aconteceu o homicídio, as equipes do Cope e do Gerbforam acionadas e seguiram para Itabaianinha, onde chegaram rapidamente aos autores, a partir de descrições de testemunhas. Ronilson e André foram conduzidos para a Delegacia da cidade e prestaram depoimento. Já no início da madrugada, foram conduzidos para a sede do Cope, em Aracaju.

Sidnei, era lotado na Delegacia Regional de Propriá, mas era conhecido em Itabaianinha. Segundo o delegado Francisco Gerlândio, o agente foi identificado por André, o mandante, que estava com Marcos em um quiosque e apontou a vítima para o atirador. “Os policiais de Itabaianinha já tinham um levantamento de todos os meliantes da região, e chegamos a alguns suspeitos, com base na descrição de que o executor era uma pessoa magra e alta. Abordamos o ‘Pilico’, ele confessou e narrou que tinha ajustado a morte do policial com o André, ali na mesma ocasião. Ele foi em casa, pegou a arma de fogo, uma balaclava que já estava lá, vestiu uma jaqueta e foi por trás até um ponto cego, de onde o policial não pudesse ver quem chegasse. Dali, ele encostou a arma [em Sidnei], deu o tiro e fugiu”, relatou Gerlândio.

O delegado citou também que, durante a fuga, ‘Pilico’ descartou a arma e a jaqueta, entregou a arma de volta a André e caminhou normalmente na rua. “Ficou na rua, tranquilamente, chegou a cumprimentar a viúva, na maior frieza”, conta Francisco, ao afirmar que o acusado indicou um terceiro mandante da morte do agente: um ex-presidiário da cidade de Itabaianinha, de prenome Alisson, considerado muito perigoso e conhecido por ameaçar policiais e até um promotor de justiça. “Alisson é primo do Marcos e do André, já é procurado por um homicídio cometido durante as eleições municipais deste ano, em um crime que teve requintes de barbaridade. A motivação foi vingança e não temos dúvida que ela partiu de Alisson, que tinha conhecimento de que Sidnei queria prendê-lo”, complementou David.

O corpo do policial foi sepultado domingo à tarde no Cemitério da Cruz Vermelha, no Getúlio Vargas (zona oeste). Ele tinha 25 anos de Polícia Civil e estava cedido ao órgão por outra repartição do Estado, mas ainda não tinha sido reenquadrado na função. Os envolvidos no assassinato serão indiciados por homicídio doloso, quando há intenção de matar, e na Lei 13.142, que desde 2015 torna crime hediondo e qualificado o assassinato de policiais no exercício da função ou em decorrência dela (com SSP e TV Atalaia)