Fogo amigo

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Publicada em 14/12/2016 às 00:43:00

Rita Oliveira – 

 

Fogo amigo

Em conversa com um aliado do prefeito eleito Edvaldo Nogueira (PCdoB) foi dito que começa uma insatisfação das lideranças dos partidos que o apoiaram com relação à indefinição do secretariado.

Referiu-se ao fato de que até o momento Edvaldo só anunciou os nomes de sua indicação pessoal, como é o caso de Jefferson Passos (Fazenda), Sérgio Sotero (Saúde) e Carlos Cauê (Governo). Assim como uma indicação do governador Jackson Barreto (PMDB), que é Mendonça Prado (Emsurb).

Segundo o aliado, a queixa maior é que as melhores áreas da prefeitura estão sendo ocupadas pelo pessoal vinculado ao prefeito eleito. Tem a ver ainda com o fato de que foram aliados no momento de decisão de apoio e agora estão se sentindo escanteados.  

Uma outra crítica é com relação ao fato de Edvaldo ter ido buscar parceria em uma instituição privada, como a Unit, quando deveria ter procurado primeiro uma parceria com a UFS, que tem os melhores professores e programas de gestão na área pública.

Em conversa recente com a coluna, o prefeito eleito disse que dois critérios iriam pesar para a escolha da sua nova equipe de governo: competência e aptidão para o cargo. Disse que os aliados iriam indicar os nomes, mas a decisão final seria dele.

Ressaltou que o secretariado não pertencerá a um partido político, mas a Prefeitura Municipal de Aracaju e a sua gestão. Isso por entender que é sua a responsabilidade da condução da máquina pública municipal.

EN deve estar sendo cauteloso na escolha de nomes pelo atual momento político que vive o país e com a descrença da população com a classe política e a gestão pública, mediante as várias denúncias de corrupção. 

E, com certeza, está preocupado em fazer uma boa gestão e colocar Aracaju nos trilhos. Terá que trabalhar muito e, realmente, contar com pessoas competentes e comprometidas com a questão pública, pois a capital se encontra em situação de calamidade pública com lixo por toda a parte, iluminação pública precária, postos de saúde fechados, escolas sem funcionar todo o turno pela falta de merenda escolar, ruas esburacadas e ainda salário dos servidores públicos atrasados.

Trocando em miúdos, Edvaldo vai ter que ter muita habilidade política para evitar conflitos com aliados logo no início da gestão.

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Pleito de aliados

Informações chegadas à coluna dão conta que o PSD do deputado federal Fábio Mitidieri pleiteia na gestão de Edvaldo Nogueira (PCdoB) as Secretarias de Esporte e Turismo. Já o PRB do deputado federal Jony Marcos demonstrou interesse em quatro órgãos, dentre eles Secretaria de Ação Social, Emsurb e SMTT. A Emsurb já está fora pela escolha do ex-deputado federal Mendonça Prado.

 

Impasse na SMTT

Ainda segundo a fonte, Edvaldo já teria fechado a SMTT para o PRB. O impasse é que o prefeito eleito quer indicar o Darf e o PRB quer a SMTT de porteira fechada.

 

Na Funcaju

Na gestão do prefeito eleito, a Funcaju pode ficar entre a vereadora não reeleita Lucimara Passos (PCdoB) ou a ex-secretária de estado da Cultura, Eloisa Galdino.    

 

Reforma administrativa 1

Recentemente o governador Jackson Barreto (PMDB) informou à coluna que na reforma administrativa que fará em janeiro deve mudar o comando de pelo menos seis secretarias.

 

Reforma administrativa 2

Ontem, um aliado do governador disse que as secretarias que podem sofrer mudanças são: Desenvolvimento Econômico, Ciências e Tecnologia (Sedetec); Fazenda; Inclusão Social; Cultura; Esporte e Turismo; e Planejamento, Orçamento e Gestão.

 

Reforma administrativa 3

Revela a fonte que para o lugar de Chico Dantas na Sedetec pode ir o ex-secretário da pasta e atual superintendente do BNB, Saumíneo Nascimento; para a Fazenda um técnico do Tesouro Nacional; Inclusão Social o ex-secretário da Saúde, Zezinho Sobral; e para o Esporte e Turismo o prefeito até 31 de dezembro Fábio Henrique (PDT/Nossa Senhora do Socorro).

 

Reforma administrativa 4

Fala-se que a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão pode ser desmembrada. Ficaria Planejamento e Orçamento, e Gestão se transformaria em Secretaria de Administração. E que Esporte e Turismo também pode ser desvinculada. 

 

Reforma administrativa 5

Ainda segundo uma fonte, o presidente da Adema, Almeida Lima, pode assumir a Secretaria de Planejamento e Orçamento, ou a Secretaria da Saúde. O atual secretário da Seplag, João Augusto Gama, pode ficar com Planejamento e Orçamento, ou até mesmo a nova que pode ser criada: Administração. 

 

Reforma administrativa 6

De uma outra fonte, a coluna recebeu a informação de que o atual secretário da Sedetec, Chico Dantas, pode assumir a Secretaria de Administração a ser criada.  

 

É fato

A possibilidade de Almeida Lima assumir a Secretaria da Saúde fortalece a candidatura de Alexandre Figueiredo (PMDB), o filho do secretário Benedito Figueiredo (Governo), para deputado federal. Assim como o fato de Zezinho Sobral assumindo a Inclusão Social também estará se fortalecendo para a Câmara dos Deputados em 2018.

 

Eleição da Mesa 1

Em conversa com a coluna, o presidente da Câmara, Vinícius Porto (DEM), disse que ainda não sabe se será candidato a presidente da Casa na próxima legislatura. “Estou conversando com os vereadores, a maioria é quem vai decidir. Posso ser como posso não ser”, frisou.

 

Eleição da Mesa 2

Vinícius disse que não acredita que vereadores afastados estejam procurando vereadores eleitos dizendo que ele não merece confiança pelo tratamento dispensado na Operação Indenizar-se. “Não acredito que isso seja verdade, não tem porque, eles sabem disso. Minhas coisas são abertas, não me neguei a ser solidário. Graças a Deus atendo a todos, sempre tive relação boa com os vereadores tanto da situação quanto da oposição. Isso deve ser algum candidato querendo me desgastar, queimando meu nome”, avalia.

 

Recesso parlamentar

Tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara Municipal de Aracaju os trabalhos legislativos devem encerrar nessa sexta-feira, após aprovação da Lei Orçamentária do Exercício de 2017 do Estado e do Município respectivamente.

 

Na Câmara Municipal 

O Orçamento enviado pela Prefeitura de Aracaju para a Câmara, estimado em R$ 1,8 bilhão, foi aprovado ontem em primeira votação. A expectativa do presidente Vinícius Porto (DEM) é que até essa sexta-feira seja votado em redação final. 

 

Ponto de vista

Para a vereadora Lucimara Passos (PCdoB) o orçamento é “um retrato dos quatro anos da atrapalhada gestão João Alves”. “Para o Gabinete do Prefeito, são quase R$ 13 milhões apenas para folha de pagamento. A Secretaria de Governo, que tem uma estrutura pequena, tem previsão de R$ 10 milhões para gastos com pessoal. Enquanto isso, todo o orçamento da Secretaria de Esporte, que pode desenvolver uma série de projetos e iniciativas para a juventude da cidade, não chega a R$ 5 milhões. São coisas impressionantes”, disse Lucimara.

 

Na Assembleia Legislativa

O Orçamento do Estado - orçado em torno de R$ 8,7 bilhões - será votado em terceira discussão na sexta-feira na Alese, quando haverá apresentação de emendas. O Sintese protesta com a redução de R$ 30 milhões para a educação e, em razão disso, professores e estudantes da rede estadual de ensino lotaram ontem as galerias da Casa visando sensibilizar os deputados à apresentação de emendas.

 

A volta da Navalha 1

Foram retomadas ontem as oitivas da Operação Navalha, deflagrada pela Polícia Federal em 2007 visando desbaratar esquemas de corrupção relacionados à contratação de obras públicas feitas pelo governo federal. Em Sergipe 12 pessoas foram denunciadas por corrupção e peculato, entre elas o prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM); o seu filho, João Alves Neto; o empresário dono da Gautama, Zuleido Veras; e o ex-conselheiro Flávio Conceição.

 

A volta da Navalha 2

Ontem, entre os que foram prestar depoimento a juíza da 1ª Vara Federal Telma Maria Santos Machado: João Alves Neto, Flávio Conceição e Zuleido Veras. Zuleido e Flávio se utilizaram da prerrogativa de permanecerem em silêncio. Já João Neto negou todas as acusações.

 

Registro

As investigações do caso tiveram por base relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou diversas ilegalidades na concorrência pública das obras do Sistema da Adutora do Rio São Francisco. O contrato, no valor de R$ 128 milhões, foi firmado em 2001 entre a Deso e a construtora Gautama, do empresário Zuleido Veras.

 

PEC do Teto 1

A polêmica Proposta de Emenda à Constituição do Teto de Gastos (PEC 55/2016) foi aprovada ontem pelo Senado por 53 votos a favor e 16 contra. A proposta, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, a partir de 2017, com possibilidade de revisão a partir do décimo ano de vigência, teve o voto favorável dos senadores de Sergipe Antônio Carlos Valadares (PSB) e Eduardo Amorim (PSC). O senador Virgínio Carvalho (PSC) não compareceu a votação. 

 

PEC do Teto 2

Para o senador Valadares, o país não pode gastar mais do que arrecada por tanto tempo, por isso, disse considerar necessário um freio, um limite para as despesas. Segundo ele, não há mais espaço para soluções contábeis e criativas.

 

PEC do Teto 3

Disse ainda o senador sergipano: “Quem não apoia a PEC acredita num resultado negativo para os setores de saúde e educação, mas é um equívoco, pois há valores mínimos a serem investidos. Além disso, nada impede que se gaste mais, porém, terá que cortar de outro lugar. Não existe mais mágica nem espaço para soluções contáveis e criativas”.

 

Veja essa...

Parlamentares de oposição ao governo do presidente Michel Temer usaram as redes sociais ontem para comparar a PEC do Teto de Gastos, que pode ser promulgada nessa quinta-feira, ao AI-5 (Ato Institucional nº 5), decreto que ampliou os poderes de repressão da ditadura militar, se valendo da coincidência de datas entre as duas medidas. Assim como a PEC, aprovada ontem no Senado, o AI-5 foi decretado em um 13 de dezembro, mas de 1968.

 

CURTAS

A Executiva Nacional do PMDB se reúne hoje, em Brasília, para tratar da transformação do partido na sigla antes da ditadura militar: MDB. Na semana passada, o presidente nacional da legenda, senador Romero Jucá, tinha informado ao governador Jackson Barreto desse processo.

 

Diante da proximidade do recesso parlamentar, o deputado estadual Valmir Monteiro (PSC) ocupou ontem a tribuna da Assembleia para se despedir dos colegas. Pediu, inclusive, o apoio da deputada estadual adversária do seu município, Goretti Reis (PMDB). No dia 1º de Janeiro, ele assume a Prefeitura de Lagarto.

 

Hoje Valmir almoça com o governador Jackson Barreto (PMDB), sendo o segundo encontro dele com JB este ano. “O governador não faz parte do meu agrupamento político, mas vou pedir seu apoio para o município”, justificou. 

 

Do ex-candidato a prefeito de Aracaju, deputado federal Valadares Filho (PSB), nas redes sociais, sobre a indicação de Edvaldo Nogueira para Mendonça Prado na Emsurb: “Infelizmente começamos a ver o filme se repetir. A política tomará conta de um órgão tão importante para Aracaju como a EMSURB”.

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Em conversa ontem com a coluna, o deputado estadual Robson Viana (PEN) lamentou que a imprensa tenha se referido a ele como “réu” na Operação Indenizar-se, quando ainda era vereador de Aracaju. “O Ministério Público apresentou a denúncia de improbidade administrativa. Ainda não fui notificado e quando o for terei 15 dias para apresentar defesa escrita. Não sou réu de nada, não fui notificado, vou ter direito a defesa e o juiz ainda vai avaliar se há indícios de irregularidades”, frisou.