População reclama de abandono do terminal Leonel Brizola

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Publicada em 18/12/2016 às 00:43:00

Milton Alves Júnior

Passageiros e demais frequentadores do Terminal de Integração Leonel Brizola, zona Oeste de Aracaju, reivindicam melhorias imediata do ambiente que contabiliza um fluxo de aproximadamente 30 mil pessoas todos os dias. Sem dispor de iluminação adequada, o local tem se tornado propício para a promoção de arrastões e furtos promovidos por meliantes que se utilizam da vulnerabilidade para atacar as vítimas. Paralelo à constante falta de iluminação, a presença de agentes da Guarda Municipal está cada vez mais escassa.

Na tentativa de buscar solução para o caso, um grupo de ambulantes e passageiros enviou ofícios à Guarda Municipal de Aracaju (GMA), bem como à Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), mas até o momento não obtive resposta. Mesmo diante do problema, os populares dizem aguardar a posse de Edvaldo Nogueira e Eliane Aquino para solicitar o reparo da situação. De acordo com o estudante Lázaro Costa, a falta de manutenção e reparo da estrutura do terminal segue desde o início da gestão de João Alves Filho.

"Chegamos ao ponto que não conseguimos mais criar coragem nem forças para pedir melhorias aqui. Já solicitamos várias vezes e o problema não foi resolvido. O jeito agora é esperar que o novo prefeito assuma o mandato e a gente possa se reunir, ou mesmo pedir por ofício a reforma de todo o serviço elétrico. A escuridão é muito grande e todo mundo anda com medo de embarcar ou desembarcar aqui", declarou. O terminal ainda apresenta irregularidades nos banheiros, sistema de monitoramento, acessibilidade e indicativo dos números de ônibus e rotas. "O abandono é total", pontuou o estudante.

Na tarde de ontem o Jornal do Dia tentou buscar informações junto aos gestores municipais ligados às duas pastas, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. A vendedora Glauciane Santos disse já ter sido furtada duas vezes. "Eu vendo comidas típicas no centro e no São João passado eu perdi a renda de dois dias. Infelizmente meus pais se esforçam para fazer a comida, eu e meu irmão damos um gás para vender, pra chegar um malandro e levar tudo. Se fosse claro e tivesse vigilância eu poderia não ter saído no prejuízo", protestou.