Edvaldo e Eliane se reúnem com assistentes sociais de Aracaju

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Publicada em 20/12/2016 às 00:57:00

O prefeito eleito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB), e a vice-prefeita eleita Eliane Aquino (PT) participaram, nesta segunda-feira (19), de um café da manhã realizado pelo Conselho Regional de Serviço Social de Sergipe (CRESS/SE) e de uma roda de conversa com a categoria, para debater as questões técnicas e éticas do exercício profissional e o modelo de gestão das políticas sociais para o município.

A presidente do conselho, Itanamara Guedes, apresentou aos novos gestores a situação em que se encontra a Assistência Social em Aracaju. “Vivemos a precarização das condições de trabalho, sem receber salários, com estrutura física comprometida, tendo que lidar com a falta de segurança e a falta de valorização dos trabalhadores, principalmente na questão salarial”, disse ela, que defendeu “uma gestão pública transparente, democrática, com participação e controle social, respeitando os princípios constitucionais”. Ela ponderou que “Assistência Social é um direito”. “Não é favor ou clientelismo”, frisou.

A representante do Fórum dos Trabalhadores dos Assistentes Sociais de Aracaju, Edilaine Sena, defendeu a valorização do trabalhador e a recuperação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) da cidade. “Estamos vivendo quatro anos de desvalorização do SUAS, há um desmonte. De modo que a nossa luta é contra essa desconstrução. A gente pede que o trabalhador volte a ter o seu lugar, o seu espaço”, afirmou.

Edvaldo Nogueira, em sua explanação, disse ser conhecedor da situação de precarização e desmonte pela qual passa a gestão municipal. Ele defendeu a retomada das políticas sociais conforme orienta o SUAS. “Este momento de discussão é muito importante. Temos que voltar a desenvolver a política de assistência social como manda o SUAS. A prestação de serviço à sociedade é a finalidade precípua do nosso trabalho. A nossa missão deve ser a satisfação plena da sociedade. A população é o nosso objetivo maior. Temos muitas dificuldades, enfrentaremos um grande desafio, mas quero propor, desde já, um diálogo mais profundo com todos para que a Assistência Social possa avançar”, defendeu.

Da mesma forma, Eliane Aquino pediu a participação dos profissionais da área para a busca de soluções para os problemas. “Estamos vivendo um momento no qual ou nós paramos para repensar nossas práticas, trabalhos, bandeiras e lutas, ou não conseguiremos chegar a lugar algum. Chegamos ao fundo do poço para a reconstrução de uma história pela qual lutamos tanto. Agora depende das nossas mãos, depende que nos reencontremos com aquilo que produzimos lá trás. Precisamos reconstruir o nosso município. O primeiro passo é escutar o que tem de bom para dar continuidade, mas, infelizmente, a gente não tem encontrado praticamente nada. Peço que os assistentes sociais se sintam parceiros da gestão. De mãos dadas, iremos reconstruir Aracaju”, afirmou.