Professores da UFS encerram greve, mas só voltam em 2017

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Publicada em 20/12/2016 às 00:05:00

Depois de 16 dias de greve, os docentes da Universidade Federal de Sergipe (UFS) decidiram suspender o movimento nacional e reiniciar as atividades. Apesar da decisão, a categoria entendeu que, como as duas próximas semanas tratam-se de um período festivo em decorrência do Natal e réveillon, as atividades educacionais serão retomadas apenas a partir da primeira semana útil de 2017. Até lá, apenas as atividades de pesquisa, extensão, administração e mobilização seguem sem alterações. Mais de 20 mil acadêmicos estão sendo prejudicados com a paralisação.

A mobilização ocorria em todos os campi de Sergipe como forma de protesto contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 55 (PEC 55), em tramitação no Congresso Nacional. A decisão foi anunciada após a Associação dos Docentes da UFS ter realizado votação aberta durante assembleia extraordinária, na qual 177 servidores aprovaram a paralisação. Com o fim da greve, a perspectiva dos trabalhadores se volta para o grupo de estudantes que decidiu não apoiar o movimento a fim de não contabilizar novos atrasos no andamento dos estudos. Os centros acadêmicos que já apoiavam a greve garantem seguir apoiando os professores.

De acordo com a estudante Heloísa Mangueira, de 23 anos, é preciso que toda a comunidade acadêmica se una em busca de progressos para a educação pública federal, mas ressaltou: "acho que a greve nesse caso não foi bem-vinda para os graduandos. Existem outras formas de lutar pela queda dessa PEC, que não seja interrompendo o seguimento das nossas aulas e provas. A partir de agora eu passo a ser mais uma defensora dessa causa", declarou. Durante o período de mobilização os servidores grevistas enalteciam a necessidade de englobar o movimento junto a todos os funcionários e estudantes da instituição.