Profissionais do Samu estadual podem entrar em greve hoje

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Publicada em 21/12/2016 às 00:06:00

Milton Alves Júnior

Técnicos em enfermagem e condutores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) podem paralisar as atividades a partir desta manhã caso o Governo do Estado não tenha repassado até as 23h59 de ontem o décimo terceiro salário do servidor. De acordo com a categoria, ao longo das últimas semanas vem cobrando da Secretaria de Estado da Saúde um posicionamento sobre este repasse financeiro, mas a inexistência de uma data fixa tem gerado conflitos aos trabalhadores. Diante deste cenário de informações incógnitas, os profissionais alegaram que fica insustentável permanecer trabalhando dentro da escala diária sem o devido cumprimento constitucional por parte do gestor contratante.

Para Adilson Ferreira, presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulâncias do Samu, é necessário que as empresas terceirizadas, órgãos públicos e demais setores contratantes quitem os direitos de cada cidadão trabalhador. Sem dinheiro em caixa, a proposta é suspender as atividades de todas as equipes que prestam serviços ao Samu. Essa redução operacional deve alcançar a casa dos 70%, por determinação das leis brasileiras que avaliam o sistema público como essencial à vida da população. O sindicalista garantiu que esta porcentagem será respeitada, e a greve, caso seja deflagrada, será por tempo indeterminado, ou até o dia em que o pleito for atendido.

“Todos nós estamos lutando pelo mesmo objetivo, então as equipes vão parar porque não podemos aceitar que o estado trate desta forma todos nós trabalhadores que sempre honramos as nossas funções. Esperamos que o benefício seja depositado até meia noite de hoje (ontem), caso contrário amanhã pela manhã entraremos de greve”, avisou. Em contraponto a administração estadual informou que a segunda parcela do décimo terceiro está disponível desde a segunda-feira da semana passada. Basta o servidor se direcionar ao banco onde recebe o respectivo salário e solicitar o depósito do benefício. Os juros contabilizados pelo empréstimo serão pagos pelo governo. O sindicalista discorda da opção.

Permanência - Em caos, a saúde ofertada pela Prefeitura de Aracaju deve render mais alguns dias de irregularidade na assistência em virtude da falta de pagamento salarial e do décimo terceiro. Na manhã da última segunda-feira, 19, os médicos ligados à Secretaria Municipal de Saúde decidiram seguir mobilizados e agravando a crise em Aracaju. Se de um lado os motoristas do Samu ameaçam greve, na capital sergipana a categoria médica promove a manutenção da paralisação que já dura 21 dias. O movimento é seguido por mais nove categorias, entre: enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas e psicólogos, por exemplo.

De acordo com a direção do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), as ações administrativas e judiciais interpeladas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) contra a Prefeitura de Aracaju ainda não renderam em benefícios para os cidadãos, e servidores públicos. Para explicar detalhadamente a situação enfrentada, os médicos realizam amanhã uma entrevista coletiva na sede do sindicato. O diálogo com a imprensa está agendado para as 8h.