Presos mais suspeitos de ligação com desvio de cargas

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Publicada em 23/12/2016 às 00:15:00

Mais três homens foram presos no começo da manhã de ontem, durante a segunda fase da ‘Operação Canto da Sereia’, deflagrada pelas polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF). Eles são acusados de pertencer a uma quadrilha especializada no desvio e receptação de cargas, que agia principalmente na região sul do estado e foi desbaratada no último dia 9, durante a primeira fase da operação. Segundo a PF, os três estavam com a prisão preventiva decretada pelo juízo da Comarca de Cristinápolis (Sul) e foram localizados em uma fazenda situada entre as zonas rurais de Umbaúba e Itabaianinha.

Os acusados foram levados para a Superintendência Estadual da PF, na zona oeste de Aracaju. Eles não estavam armados, mas de acordo com a polícia, relutaram em se entregar durante a abordagem policial, mas os policiais que cercavam a fazenda conseguiram capturá-los. Na propriedade, foi apreendida uma motocicleta que pertencia a um dos presos e que servia como suporte aos foragidos, para a compra de comida, água e mantimentos enquanto eles permaneciam na fazenda. Entre os que foram presos ontem, está o homem apontado como um dos líderes da quadrilha investigada pela ‘Canto da Sereia’.

Conforme as investigações, os membros do grupo faziam um esquema que convencia caminhoneiros a entregarem suas cargas à quadrilha e em seguida prestarem boletins de ocorrência relatando que foram assaltados. Em alguns casos, as queixas eram registradas em outros estados, distante dos locais onde ocorreram os desvios, principalmente em rodovias federais que passam por Sergipe, Alagoas, Bahia e Pernambuco. A polícia apurou que as cargas desviadas eram revendidas no comércio, a preços muito abaixo do mercado, em cidades de Sergipe, Alagoas e Bahia. Estima-se que a prática tenha causado um prejuízo superior a R$ 15 milhões ao setor de transporte de cargas.

Agora, o grupo investigado já tem 38 presos (31 preventivos) e um suspeito morto durante troca de tiros com agentes da PRF em Rosário do Catete (Vale do Cotinguiba). A primeira fase da ação cumpriu 84 mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão em 14 cidades de Sergipe, Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso e São Paulo. De acordo com a PF, o trabalho conjunto com a PRF “continua, visto que ainda existem outros mandados de prisão a serem cumpridos”. Todos os presos são processados pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude à licitação, advocacia administrativa, falsa comunicação de crime e de organização criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 700 anos de prisão. (Gabriel Damásio)