Professores rejeitam em assembleia projeto do governo

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Publicada em 17/08/2012 às 11:13:00

Milton Alves Júnior

"A aprovação do reajuste salarial de 6,5% para todos os níveis do magistério sergipano é como se fosse uma morte para a nossa carreira". Foi assim que a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), Ângela Melo, iniciou seu  pronunciamento em assembléia extraordinária promovida na tarde de ontem. Reunindo cerca de 250 professores no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGSE), centro de Aracaju, o encontro teve como objetivo definir o calendário de manifestações que a categoria vai realizar para que os deputados estaduais não aprovem o projeto do Governo de Sergipe.

Reivindicando desde o início deste ano o reajuste de 22,22% para todos os níveis de carreira, Ângela ressaltou a importância dos docentes continuarem unidos. "A nossa luta completa quase nove meses e continuamos pleiteando esse benefício. Antes que o governador rasgue a nossa carreira e jogue no lixo, vamos continuar nas ruas em busca dos nossos objetivos e por uma educação pública de qualidade para os sergipanos", pronunciou a sindicalista. Entre as ações, os manifestantes irão à sede da Assembléia Legislativa de Sergipe, na tentativa de convencer os parlamentares a não aceitarem a proposta do governo.

Atos - Em conjunto com órgãos federais, que também reivindicam melhorias, os professores seguem promovendo atos e debatendo a possibilidade de deflagrarem uma nova greve. Já na próxima semana, atividades como panfletagens e debates técnicos serão realizadas na capital e no interior do Estado.

Conforme declarações de Joel Almeida, membro da diretoria do Sintese, os professores se mostram ansiosos quanto à possibilidade de aprovação do projeto na Assembleia Legislativa. "Sabemos que será uma grande perda para todos nós. Acreditamos que justamente por essa percepção é que podemos contar com um grande número de professores nessa assembléia. Continuamos fortes como sempre", informou.