Prédios da PMA têm a energia cortada

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Publicada em 28/12/2016 às 06:39:00

Gabriel Damásio

 

Uma situação inédita marca a última semana de gestão de João Alves Filho (DEM) na Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA): o fornecimento de energia elétrica foi cortado no Centro Administrativo José Aloísio de Campos, sede do Executivo, e em outros sete imóveis ligados a cinco repartições municipais. Os desligamentos aconteceram ontem de manhã e foram confirmados pela assessoria de imprensa da Energisa Sergipe, responsável pela distribuição de energia em Aracaju e outras 62 cidades do estado. Logo após o corte, o expediente nos prédios e os principais serviços, incluindo o protocolo, foram suspensos e os servidores foram liberados.

Além do Centro Administrativo, no Conjunto Costa e Silva (zona oeste), a luz foi cortada nas sedes da Fundação Municipal de Cultura e Turismo (Funcaju), da Secretaria Municipal da Juventude e do Esporte (Sejesp), da Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), da Fundação Municipal de Formação Para o Trabalho (Fundat) e da Casa de Ciência e Tecnologia de Aracaju (CCTECA), no Parque da Sementeira.

A Energisa alega que o motivo do corte foi a falta de pagamento das contas mensais de energia da PMA, as quais tinham até dois meses de atraso, mas não revelou valores da dívida, alegando que as informações de clientes são mantidas em sigilo. Em nota encaminhada ao JORNAL DO DIA, a empresa confirmou que, horas após o desligamento, a PMA procurou a companhia e pagou a dívida referente a três unidades consumidoras: o Centro Administrativo, as duas ligadas à Seplog, cujo abastecimento estava prestes a ser religado até o fechamento desta edição. Hoje, continuam sem energia os imóveis da Fundat, da Funcaju, da Sejesp e do CCTECA.

Por meio da Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz), a PMA disse que o pagamento das contas de energia elétrica e outros serviços de abastecimento é de responsabilidade de cada secretaria; e que a quitação dos débitos precisa passar por uma autorização prévia do Tribunal de Contas do Estado (TCE), já que as contas do Município estão bloqueadas desde o último dia 15, por causa do não pagamento dos salários de novembro aos servidores municipais. Ontem, o TCE liberou o pagamento das contas de energia em atraso, incluindo as do Centro Administrativo.

Entidades sindicais ligadas ao funcionalismo municipal manifestaram-se ontem sobre o corte de energia da PMA, criticando a administração do prefeito João Alves e classificando a situação como o “fundo do poço”. Já o prefeito eleito Edvaldo Nogueira (PC do B), que toma posse neste domingo, deve comentar o assunto amanhã, às 8h, durante o anúncio do secretariado de sua gestão, mas já indicou que, assim que assumir o cargo, tentará resolver o problema das dívidas com a Energisa.

Centro administrativo

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