Crise hídrica de Malhador é a pior entre todos os municípios sergipanos

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Publicada em 29/12/2016 às 00:10:00

A situação hídrica no município de Malhador, agreste sergipano e distante 52,8 km da capital, é crítica. O rio Mata Verde, acompanhado do riacho Cajueiro dos Veados, que são responsáveis pelo abastecimento do município, perderam um número significativo na sua vazão.

O que acontece, é que além do período de estiagem, os mananciais são comprometidos por captações ilegais de água, feitas por produtores rurais, prejudicando a distribuição para o restante da população. “São dezoito proprietários que fazem essa retirada, sendo que só dois têm a permissão para o fazer, a Deso e um outro particular. Nós somos o último no curso dos riachos, para fazermos a captação, ou seja, a água não chega até nós e a Companhia não tem como distribuir”, explicou Carlos Anderson Pedreira, superintendente de sistemas regionais de água da Deso.

A Deso ressalta ainda que o órgão responsável pela gestão dos recursos locais é a Secretaria do Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh/SE), através da sua Superintendência de Recursos Hídricos (SRH), que está auxiliando na busca da melhor tratativa para dirimir os conflitos apresentados. “A Semarh faz o seu trabalho de fiscalização e a Deso está constantemente no local para descobrir formas de melhorar o abastecimento para a população”, disse Carlos Anderson.

Consciência ambiental - O mais importante a ser ressaltado, é que as captações sem autorização são ilegais e prejudicam o abastecimento de toda a cidade (e povoados), em detrimento de um grupo de produtores que estão cercando a água só para eles. A Polícia Militar do Estado de Sergipe, junto ao seu Pelotão Ambiental, está ao lado da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso)desde o início dessas problemáticas, ajudando na fiscalização de possíveis crimes ambientais.

A Deso compreende a necessidade desses produtores locais em continuarem seu trabalho, mas infelizmente, neste momento, uma decisão precisa ser tomada. É preciso ter prioridade e entender que o restante da cidade não pode ficar desabastecida, em detrimento dessas propriedades. O interesse público precisa ser colocado em primeiro lugar.