Energisa corta a luz de outros prédios da PMA

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Publicada em 30/12/2016 às 00:29:00

Gabriel Damásio

 

A falta de pagamento das contas de energia elétrica provocou novos cortes em prédios da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), nos últimos dias da gestão de João Alves Filho (DEM). Ontem à tarde, técnicos da Energisa, empresa distribuidora de energia que atua em boa parte do estado, suspendeu o fornecimento de energia das bibliotecas públicas municipais Clodomir Silva, no Siqueira Campos (zona oeste) e Ivone Menezes Vieira, no conjunto Augusto Franco (zona sul), além da sede da Fundação Cultural de Aracaju (Funcaju), na Rua Estância (Centro), e do Mercado Setorial Milton Santos, no Augusto Franco, que teve duas Unidades Consumidoras desligadas. Os novos cortes foram confirmados pela assessoria de imprensa da companhia.

De acordo com a Energisa, eles se devem a atrasos no pagamento das contas relativas a estes prédios da PMA, sendo todas referentes ao mês de novembro e a caminho de concluir o mês de dezembro, igualmente em atraso. O valor da dívida não foi divulgado, pois a empresa alega ser uma informação confidencial. O porta-voz da companhia, André Brito, reiterou que os atrasos envolvendo a Prefeitura ou qualquer órgão público estão sendo tratados de forma isonômica, ou seja da mesma maneira que qualquer outro cliente que esteja em atraso na conta de energia. “Qualquer cliente inadimplente, quando ultrapassa o vencimento, é notificado do débito pela empresa, por mensagem, telefone ou carta; e se ela não for paga em 15 dias depois da notificação, a empresa está no direito de fazer o desligamento”, esclareceu.

O Mercado Milton Santos teve o seu funcionamento suspenso logo após o corte e, até o fechamento desta edição, não havia a garantia de que ele volte a funcionar hoje. A responsabilidade por sua administração é da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). A assessoria do órgão alegou que não há nenhuma conta de luz em aberto, mas apenas uma que venceu ontem, o que não justificaria o corte. Já as bibliotecas públicas e a Funcaju permanecem fechadas ao público.

Os novos desligamentos de energia na PMA acontecem três dias depois dos que aconteceram no Centro Administrativo José Aloísio de Campos, sede do Executivo, e em outros sete imóveis ligados a cinco repartições municipais: Secretaria Municipal da Juventude e do Esporte (Sejesp), Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), Fundação Municipal de Formação Para o Trabalho (Fundat) e Casa de Ciência e Tecnologia de Aracaju (CCTECA). Os expedientes e serviços chegaram a ser igualmente suspensos, mas, segundo André Brito, todos estes prédios já foram religados, pois as faturas pendentes foram pagas pelos respectivos órgãos responsáveis.

O prefeito eleito Edvaldo Nogueira (PC do B) anunciou que, já nesta segunda-feira, após tomar posse do cargo, vai procurar a Energisa para fazer um reescalonamento de toda a dívida da Prefeitura, além de pedir a volta do fornecimento da energia nos prédios que ainda estão com a luz cortada. Ontem, ele voltou a se referir aos desligamentos na PMA como “o fundo do poço” da gestão João Alves.

Ainda segundo a Energisa, outras sete prefeituras do interior estão na mesma situação de Aracaju: Capela, Poço Verde, Santo Amaro das Brotas, São Miguel do Aleixo, Nossa Senhora do Socorro e Canindé do São Francisco, que estão com a luz cortada em um total de 17 prédios municipais.