Grupo de Brasília é preso por golpe com carros de luxo

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Publicada em 30/12/2016 às 00:29:00

Cinco pessoas foram presas na madrugada de ontem por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), durante uma operação realizada na BR-101, em Cristinápolis (Sul). O grupo, que é de Brasília (DF) e tem entre 19 e 37 anos, é acusado de furtar carros de luxo através de um golpe aplicado em locadoras especializadas. A abordagem dos policiais aos acusados aconteceu em um posto de gasolina, onde os acusados estavam com quatro veículos avaliados entre R$ 70 mil e R$ 200 mil: dois Jeep Renegade, um Renault Duster e um Mercedes Benz C180. Todos foram detidos em flagrante e trazidos durante a manhã para a sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, no Siqueira Campos (zona oeste de Aracaju).

De acordo com a PRF, os veículos de luxo tinham sido alugados nesta quarta-feira em Maceió (AL) e estavam sendo levados para Brasília. A suspeita é de que os acusados tenham conseguido alugar os veículos usando documentos falsos, sem devolvê-los à locadora depois do prazo previsto em contrato. “Nas conversas que tivemos com os condutores, e verificando as documentações apresentadas, detectamos inícios de falsificação nos documentos, tanto nos contratos dos veículos quanto nas identificações apresentadas por eles. Eles demonstravam que estavam juntos e estavam conversando fora dos carros quando foram abordados”, explicou o chefe de operações da PRF em Sergipe, inspetor Nascimento.

A polícia apurou que, ao fazer o contrato com a locadora de Maceió, eles prometeram devolver os veículos no começo de janeiro, mas saíram da capital alagoana e iniciaram a viagem para Brasília, tendo parado para descansar no posto de Cristinápolis. Ainda na madrugada de ontem, a partir das informações colhidas em Sergipe, uma sexta pessoa ligada ao esquema foi presa pela PRF em Simões Filho (BA), dirigindo um segundo Duster alugado na mesma empresa alagoana. A suspeita é de que os cinco veículos de luxo seriam revendidos ilegalmente no mercado clandestino. “Pelo que eles falaram, seriam revendidos como veículos legais, lá em Brasília, mas pode ser que, na verdade, esses veículos sejam destinados a outros usos. O que a gente sabe é que não seriam usos lícitos”, desconfia Nascimento. 

Um inquérito foi aberto pela Polícia Federal para investigar o caso. Os federais apuram a informação de que os cinco acusados presos em Cristinápolis já teriam aplicado o mesmo golpe em locadoras de carros de luxo em outros estados, principalmente no Sul e no Sudeste do país. Os seis detidos poderão responder por crimes como furto e estelionato qualificado.