Unidades de saúde da PMA voltam a funcionar normalmente

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Publicada em 04/01/2017 às 00:31:00

Milton Alves Júnior

Depois de 34 dias de greve, profissionais de dez categorias ligadas à Secretaria Municipal de Saúde decidiram suspender o movimento unificado e normalizar a escala de atendimento em todas as unidades da família administradas pela Prefeitura de Aracaju. Esse reinício dos procedimentos ocorre, inclusive, nos hospitais de urgência e emergência Fernando Franco, na zona Sul da capital, e Nestor Piva, na zona Norte. A decisão ocorreu após o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) ter garantido o pagamento do 13º salário já a partir da manhã de ontem. O pleito foi debatido entre líderes sindicais e os secretários de governo Carlos Cauê, de saúde André Sotero, e da fazenda Jefferson Passos.

O início dos diálogos promovidos em menos de 48 horas após Edvaldo Nogueira e Eliane Aquino terem tomado posse dos respectivos cargos faz parte de acordos firmados ainda durante período eleitoral quando parte dos sindicatos declarou apoio à chapa majoritária PCdoB/PT. Diante do caos vivenciado na pasta da saúde durante gestão do ex-prefeito João Alves Filho, após a vitória de Edvaldo nas urnas já havia a perspectiva de os profissionais da saúde oportunizarem uma espécie de ‘trégua’ nos atos públicos promovidos a cada final de mês. Com o pagamento do 13º e garantia de esforço para quitar até a próxima semana o salário de dezembro, os funcionários optaram por suspender o movimento.

Durante todo este período de greve cerca de 170 mil aracajuanos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) necessitaram recorrer aos atendimentos promovidos pelo Governo do Estado, com destaque para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), que, por sua vez, reivindicou o apoio operacional das forças armadas, por intermédio do Exército Brasileiro. Durante o diálogo Edvaldo informou aos sindicalistas que: “Os primeiros recursos que tivemos disponíveis estão sendo aplicados para sanar essa pendência da gestão passada”. A nova administração pública da capital sergipana tem como meta inicial regularizar o pagamento salarial dos servidores, pagando sempre dentro de cada mês vigente.

Conforme avaliação da presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (Seese), Shirley Morales, é fundamental que os governantes eleitos pelo povo, e os respectivos secretários e assessores escolhidos para trabalhar na máquina pública possam se mostrar interessados, dispostos e, sobretudo, conscientes quanto aos pleitos das categorias e anseios dos pacientes. Morales entende que o primeiro passo a conquistar o apoio incondicional das categorias e evitar conflitos judiciais é respeitando todos os direitos trabalhistas contidos na Constituição Federal. Os servidores tentam se apegar ao histórico de Edvaldo como gestor; até dezembro de 2012 enquanto prefeito, o chefe do executivo municipal quitava os salários sempre no último dia útil.

“Sabemos das dificuldades atuais, mas queremos nos apegar mesmo nesse histórico. Durante a campanha eleitoral ele também prometeu regularizar esse pagamento e esperamos todos que eles cumpram essa promessa. Todos nós estamos dispostos a colaborar com a melhoria do serviço público, basta apenas os governantes respeitarem nossos direitos que infelizmente foram desrespeitados veementemente na gestão anterior”, avaliou a presidente. Com a possibilidade de receber o salário atrasado em curto prazo, os sindicalistas não apresentaram possibilidades - ao menos neste momento -, em reiniciar a greve unificada. A decisão já foi comunicada aos ministérios público Estadual e do Trabalho, os quais acompanham a luta dos trabalhadores.