Nitinho promete debater aumento salarial dos vereadores

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Publicada em 05/01/2017 às 00:54:00

O vereador Iran Barbosa (PT) segue reivindicando junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe a revogação da Lei Municipal datada em maio do ano passado que reajusta em 26,3% o salário dos 24 vereadores de Aracaju. Segundo ele, o aumento é imoral e provoca impacto rigoroso nos cofres da Câmara Municipal. Em novembro do ano passado Iran Barbosa apresentou um requerimento pedindo a suspensão do reajuste, mas o texto, apesar de ter sido recebido pelo então presidente da casa, vereador Vinicius Porto (DEM), não foi encaminhado para apreciação dos vereadores. Na época, o democrata informou que a proposta deveria ser debatida este ano junto aos novos vereadores.

O salário que era R$ 15.031,76, passou para R$ 18.991,68. Em quatro anos, só de salário de vereador serão pagos pouco mais de R$ 21.878.400,00.

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diesse) mostram que o salário atual dos vereadores representa 589% maior que a média salarial do operário, estabelecida em R$ 2.757,00. "Não precisa se aprofundar na discussão desse reajuste, uma vez que o atual cenário econômico-financeiro de Aracaju não é propício para a aplicação do aumento. Entendo que diante dos atrasos sucessivos no pagamento dos salários dos servidores municipais, ativos e aposentados, vinculados ao Poder Executivo, esse aumento acaba indo na contramão dos anseios populares", avaliou Iran.

Um grupo de vereadores contrários à proposta do vereador petista alega que o reajuste aprovado trata-se de uma medida legal e que atende a todos os requisitos exigidos pela Constituição Federal. O aumento é fixado para os próximos quatro anos, ou seja, não sofrerá nova inflação. Sobre o assunto polêmico, o novo presidente da Câmara de Vereadores, Josenito Vitale, o Nitinho, garantiu que pretende debater com todos os parlamentares e tentar seguir a legislação nacional, mas levando em consideração a realidade financeira vivenciada pela capital sergipana. O presidente não informou quando o requerimento de Iran deve ser apreciado.

"Estamos dispostos a analisar todas as demandas e observações a fim de adotar a melhor decisão. Todos nós sabemos que o reajuste não é ilegal, porém ele de fato estará provocando um acréscimo representativo nas finanças da câmara. Vamos debater o assunto de forma coletiva e dentro da ordem para não adotarmos medidas contrárias às nossas convicções éticas. A casa é do povo e vamos ouvi-lo também", confirmou. (Milton Alves Júnior)