Polícia investiga golpes financeiros conhecidos como Mandala

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 06/01/2017 às 00:47:00

Milton Alves Júnior

A Justiça Brasileira está investigando a origem e os responsáveis por propagar o sistema popularmente conhecido como ‘Mandala’, no País. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), ao longo dos últimos anos a polícia civil está investigando a proliferação de propostas consideradas atraentes para milhares de sergipanos. Ao entrar no grupo, os integrantes automaticamente acabam se tornando vítimas de um esquema ilegal no qual a promessa é ganhar dinheiro rápido e fácil por meio de pirâmides financeiras, porém com a fundamental necessidade de convidar e adicionar novos integrantes para o esquema. No caso da Mandala, o cidadão necessita investir R$ 100 para em curto prazo receber entre R$ 700 e R$ 800.

Sobre o assunto, o delegado titular da 2ª Delegacia Metropolitana de Aracaju, Luciano Cardoso, disse que todos os participantes que integram estes grupos e buscam agregar novos adeptos estão praticando o crime de estelionato e podem ser processados. Por se configurar na prática de crime contra a economia popular – presente no art. 2º, inciso IX da Lei 1.521/1951, o praticante pode ser sentenciado a cumprir de seis meses à dois anos de reclusão. A justiça entende que a conduta de tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos tem causado danos reais aos brasileiros ‘hipnotizados’ a conquistar lucro fácil.

“Temos conhecimento desta pirâmide e precisamos destacar que, caso a pessoa seja convidada a participar deste tipo de corrente, esta deve de imediato recusar a proposta. Muitos acabam não conquistando o topo e não recebem o lucro prometido, porém aqueles que se tornam administrador estarão praticando o crime de estelionato e podem sofrer as consequências exigidas pela Lei”, declarou. Em Sergipe a Mandala tem se propagado por meio das redes sociais, em especial pelo aplicativo de conversas, Whatsapp. Ainda de acordo com o delegado, é preciso que os sergipanos tenham consciência da atuação clandestina e denunciem o esquema através do 181, ou pessoalmente nas delegacias.

“A nossa atuação necessita do apoio incondicional das pessoas que acabaram se tornando vítimas. É necessário reunir o maior número de ocorrências para que a justiça possa agir com o propósito único de inviabilizar essa corrente e deter a pirâmide financeira não só aqui em Sergipe, mas em todo o território brasileiro”, pontuou Luciano Cardoso. Ao Jornal do Dia o universitário Gabriel Nascimento disse ter recebido orientação de amigos e familiares a não entrar neste sistema. Atraído pela possibilidade de faturar e garantir renda extra no final de ano, o jovem de 22 anos não seguiu aos conselhos e acabou perdendo o dinheiro aplicado.