Corpo carbonizado no Jatobá pode ser de aposentada

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Publicada em 06/01/2017 às 00:48:00

Gabriel Damásio

 

A polícia investiga o assassinato de uma mulher que teve o seu corpo carbonizado e encontrado no final da manhã de ontem, no matagal de um sítio próximo à Praia do Jatobá, na Barra dos Coqueiros. O Instituto Médico Legal (IML) não confirmou a identificação do cadáver até o fechamento desta edição, mas familiares e fontes da polícia acreditam que ele seja da aposentada Marilene Batista dos Santos, 55 anos. Ela morava no conjunto João Alves Filho, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju) e estava desaparecida desde a última segunda-feira, quando passou por um terreno que a família possui no povoado da Barra.

O desaparecimento foi denunciado na terça-feira pela família, que perdeu o contato com ela na tarde da segunda, após ela telefonar para um dos filhos e informar que estava saindo do Jatobá e voltando para casa. Desde então, ela não apareceu em casa, nem deu retorno pelo telefone e ficou com o aparelho na caixa postal. Os próprios familiares deram início à procura por Marilene e chegaram a visitar o terreno algumas vezes. Na manhã de ontem, quando os parentes e alguns policiais chegaram para tentar buscar imagens de câmeras instaladas na região, eles foram avisados de que um matagal estava pegando fogo bem no terreno da vítima.

Desconfiados e aflitos, os familiares chegaram ao local indicado e encontraram o cadáver, já queimado e ainda com algumas chamas em volta. Além de equipes das polícias Civil e Militar, soldados do Corpo de Bombeiros também foram chamados para controlar o incêndio. Os filhos de Marilene ficaram chocados com a descoberta e afirmaram ser o corpo dela, pois reconheceram alguns objetos pertencentes à mãe, incluindo algumas jóias. O corpo foi recolhido no meio da tarde, após o trabalho de peritos do IML e do Instituto de Criminalística.  

O crime deve ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil. Uma equipe de Local de Crime da unidade esteve no terreno do Jatobá para levantar informações e deve apresentar até hoje um primeiro relatório ao delegado Luiz Carlos Xavier, da 2ª Divisão do DHPP, que ficará responsável pelo caso. Mesmo sem a confirmação oficial do IML, que não concluíra o exame de necropsia até o início da noite de ontem, os investigadores já trabalham em algumas pistas do possível crime contra Marilene. As apurações, no entanto, seguem em sigilo.

 

Estância – Um segundo assassinato de mulheres foi registrado na noite desta quarta-feira em Estância (Sul). A baiana Viviana Nascimento, 30 anos, morreu após ter sua casa invadida por quatro bandidos armados, no bairro Cidade Nova, periferia da cidade. Segundo as primeiras informações da polícia, o grupo chegou de carro ao local, enquanto a vítima conversava com outras cinco pessoas que estavam na residência. Assim que os criminosos entraram, foram direto até Viviana e deram pelo menos cinco tiros na direção do rosto dela.

A mulher morreu na hora e os matadores fugiram rapidamente, a bordo do mesmo carro. A primeira pista dos policiais aponta que eles usaram pistolas calibre 380, cujas cápsulas foram achadas na casa. Avalia-se que o crime tem características de execução, mas a motivação é desconhecida. O caso é investigado pela Delegacia Regional de Estância.