Dinheiro e investimentos

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Publicada em 17/08/2012 às 11:23:00

Acabou a choradeira. A partir de agora, só não investe quem não quer. Na prática, a ampliação da capacidade de endividamento anunciada ontem pelo Ministério da Fazenda significa que os estados beneficiados pela generosidade do Governo Federal poderão pegar ainda mais dinheiro emprestado. O montante de recursos que os estados podem pleitear em financiamentos depende de seu nível de endividamento, tudo de acordo com o texto da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Nesta primeira etapa, foram incluídos na revisão dos valores, que amplia a dívida em R$ 42,225 bilhões, os estados do Acre, de Alagoas, do Amazonas, da Bahia , do Ceará, Espírito Santo, Maranhão, de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, do Pará, da Paraíba, de Pernambuco, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Mas o ministro Guido Mantega fez questão de antecipar que outros estados deverão ser beneficiados em breve.

A liberação fiscal veio em boa hora. Apesar da solidez reconhecida agora pelo Ministério da Fazenda, governadores de todas as regiões do país reclamavam do contingenciamento provocado pela diminuição dos repasses realizados pelo Governo Federal. Sem dinheiro para gastar, os investimentos necessários para fazer frente à crise que assusta o mundo inteiro eram praticamente inviáveis.

Para o governador Marcelo Déda, a folga é oportuna porque significa um apoio importante do governo federal no sentido de manter e ampliar os investimentos ante a crise. "Especialmente, investimentos estruturantes, na área de logística, de saúde, segurança pública e educação. No momento em que temos uma queda dramática de arrecadação e de repasses do Fundo de Participação dos Estados, a alternativa de realizar operações de crédito que viabilizem o desenvolviento do estado é uma excelente notícia."

Agora, resta aos estados beneficiados pelo anúncio reverter o aporte financeiro nas obras mencionadas pelo governador sergipano. Dinheiro em caixa eles têm.