Procura por material escolar movimenta papelarias de Aracaju

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Publicada em 08/01/2017 às 07:57:00

Milton Alves Júnior

 

Um reajuste de até 10% no valor do material escolar tem tirado o sossego de pais de estudantes prestes a iniciar o ano letivo de 2017. Apesar das condições de pagamento serem favoráveis aos consumidores, a inflação registrada, se comparado ao mesmo período do ano passado, atingiu todas as livrarias e papelarias, e esse fator tem preocupado aqueles que não se anteciparam a fim de aproveitar até dezembro a tabela com valores destinados ao ano passado. Sem alternativas, a melhor forma de buscar descontos é pesquisando preços e variedade dos produtos exigidos pelas instituições de ensino.

Paralelo à necessidade de dedicar-se à procura pelo melhor preço do mercado, a direção do Programa de Proteção ao Consumidor (Procon) enaltece que o direito do consumidor proíbe que produtos de uso coletivo sejam reivindicados pela escola nem no ato de matrícula, tampouco em qualquer fase do período letivo. O órgão de fiscalização entende que neste período do ano é comum se deparar com solicitações de utensílios irregulares como: pincéis para quadros, álcool, papel higiênico, tinta para Impressora, medicamento, e copos descartáveis. Caso o responsável identifique estes produtos, o Procon solicita que denuncie o caso.

A lista de materiais obrigatórios, os quais a escola tem o dever de disponibilizar sem exigir que os alunos matriculados comprem inclui ainda: papel ofício, A4 ou similar branco ou colorido, algodão, mídias de CD’s e DVD’s, grampeador, sabonete e cola de isopor, por exemplo. Toda a lista regular e irregular está disponível no portal de notícias do Ministério da Educação. Para o economista Álvaro Cardoso - pai de dois estudantes colegiais -, conferir detalhadamente cada item exigido e buscar promover a troca de livros com outros pais é uma das medidas a serem adotadas por aqueles que desejam fugir da alta dívida já no inicio do ano.

"O que mais tem causado problemas aos pais é que nem sempre se torna possível adquirir todos os livros e apostilas exigidas em um só estabelecimento. Isso dificulta as negociações de desconto com a loja e força a gente a seguir caçando os produtos. Já tentei realizar trocas, mas esse ano ainda não obtive sucesso nenhum. O tempo está se esgotando e acredito que não irei conseguir fugir dos altos reajustes", lamentou. Sobre a queixa apresentada pelo consumidor, a gerente Osanilde Hermes alegou baixa no estoque ainda no mês passado.

Comercializando este tipo de produto há 12 anos no mercado aracajuano, ela garante que o período mais movimentado de 2016 foi registrado entre os dias 14 e 30 de dezembro. "A ideia era realmente fugir do reajuste aplicado no domingo dia primeiro. Como a procura estava grande, muitos livros, cadernos e demais materiais acabaram esvaziando os estoques e o jeito agora é aguardar a entrega por parte dos fornecedores", declarou. Na tentativa de garantir a permanência do cliente na loja, uma lista de espera e encomenda foi criada na última terça-feira, 03.

"Criamos essa tabela de espera e demandas, e garantimos a entrega aqui na loja ou no endereço dos clientes em até 15 dias úteis. A ideia é atender a todos e garantir o material até o início das aulas", pontuou.