Servidores da saúde municipal voltam a fazer mobilização

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Publicada em 10/01/2017 às 09:18:00

Servidores do nível médio da Prefeitura de Aracaju - ligados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) -, realizaram na manhã de ontem uma manifestação na entrada principal do Hospital Nestor Piva, zona Norte da capital. Coordenadas pelo Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), as categorias reivindicam o repasse do vale-transporte, atrasado há três meses, melhoria nas condições de trabalho, além do pagamento salarial referente ao mês de dezembro. Entre os servidores reunidos no ato público estavam auxiliares e técnicos de enfermagem.

Durante a mobilização, a classe trabalhadora deflagrou greve geral e por tempo indeterminado, mas decidiu reiniciar os serviços após serem recebidos e participarem de reunião extraordinária com representantes da SMS, enviados exclusivamente para debater a pauta dos profissionais mobilizados. A perspectiva por parte do departamento econômico da PMA é que o débito seja quitado até o próximo dia 20; já no dia 23 as categorias voltam a participar de assembleia unificada para debater entre outras pautas, a possibilidade de suspende novamente as atividades públicas.

"Apesar de o atual prefeito ter assumido no início do ano, ele tem a responsabilidade de resolver as questões pendentes do gestor anterior. E as pendências do vale-transporte e do salário atrasado de dezembro nos levaram a entrar em greve e fazer o ato. Contudo, como temos visto boa vontade do prefeito em dialogar com a categoria e como está mostrando uma perspectiva de solução dos problemas, vamos dar este crédito ao início da gestão dele e vamos esperar o posicionamento até o dia 20”, disse em nota o presidente Augusto Couto, do Sintase. Os atendimentos não foram prejudicados no Nestor Piva durante o ato sindical.

Sobre a probabilidade de a greve ser reiniciada, Augusto Couto informou que vai depender do cumprimento de cada compromisso firmado por Edvaldo Nogueira. "Não vamos aturar que o pagamento salarial seja feito fora do mês vigente, do quinto dia útil, muito menos da forma que está: sem data e com calendário indefinido para quem trabalha no posto da saúde municipal. Exigimos respeito, e esse respeito mútuo só se tem com o cumprimento dos direitos e deveres. A realização de novas paralisações depende justamente do respeito com os trabalhadores", pontuou o presidente.