Servidores do TJ/SE rejeitam proposta de reajuste salarial de 3%

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Publicada em 12/01/2017 às 00:16:00

Milton Alves Júnior

Depois de enfrentar 24 horas de paralisação nas atividades administrativas, servidores do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ/SE) reiniciam nesta manhã os serviços em todos os polos judiciários na capital e interior. Na luta por reajuste salarial - com inclusão das perdas registradas ao longo dos últimos dois anos -, melhores condições de trabalho e valorização trabalhista, a categoria realizou o ato público com a proposta de chamar a atenção dos sergipanos para as dificuldades e desníveis apresentados pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe (Sindijus).

Conforme contabilidade apresentada pelos manifestantes, as perdas acumuladas entre os anos de 2015 e 2016 atingem, juntas, a casa dos 12,3%; há dois anos o patamar de danos alcançou 4,7%, já no ano passado a margem negativa foi de 7,6%. Para gerar maior insatisfação entre funcionários e gestores do TJ, a corte judiciária apresentou uma proposta de reajuste salarial orçado em 3% para este ano. Segundo o sindicalista Plínio Pugliesi, coordenador do Sindijus, esse aumento é insuficiente para reparar as perdas amargadas pelos servidores, e, por este motivo, a classe trabalhadora não descarta a possibilidade de realizar novas manifestações.

Na manhã de ontem um ato foi realizado no Fórum Gumersindo Bessa, zona Norte da capital. "O tribunal poderia evitar todo esse desgaste caso reduzisse os benefícios concedidos ao magistrado, reduzisse o número de pessoas recebendo salários altos como cargo comissionado e economizando com gastos supérfluos. Infelizmente hoje tem comissionado que recebe salário até seis vezes maior que os profissionais concursados. Não podemos aceitar a permanência desse descaso com a categoria e por isso foi deflagrada a paralisação de 24 horas", disse. Em contraponto, a presidência do órgão informou por meio da assessoria de comunicação que permanece disponível para debater o pleito dos funcionários. A Ascom do TJ garantiu que a proposta de 3% de aumento segue indefinida.