Polícia investiga roubo de documentos na Secretaria de Saúde de Aracaju

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Publicada em 13/01/2017 às 00:47:00

Milton Alves Júnior

 

O setor de inteligência da Secretaria de Estado da Segurança Pública deu início na manhã de ontem ao processo de investigação que visa identificar os responsáveis pela invasão e usurpação de documentos que estavam no setor de arquivos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Segundo denúncias protocoladas pelo órgão junto à Polícia Civil, meliantes adentraram ao espaço destruindo portas no período da madrugada e deixaram o prédio sem subtrair equipamentos de valor como computadores e demais aparelhos tecnológicos. Imagens captadas pelo circuito interno de monitoramento já foram encaminhados para análise.

Conforme esclarecimento feito pelo secretário André Sotero, boa parte dos documentos roubados é referente às frequências, admissão e demissões de cargos de comissão e demais servidores da pasta. Ainda de acordo com o gestor: "a Prefeitura de Aracaju tem contribuído diretamente com os investigadores a fim de descobrir os responsáveis pelo acontecimento. A Secretaria de Saúde continua inteiramente disponível aos peritos que investigam o fato". Todas as atividades de investigação seguem em segredo de justiça e só serão levadas a público após conclusão do inquérito.

Ao Jornal do Dia, o secretario informou que durante este início de gestão descobriu que, por falta de pagamentos e manutenções, os vigilantes do prédio foram dispensados e a central de alarme desativada. A vulnerabilidade ocorre há pelo menos três meses. "Profissionais da criminalística estiveram aqui e já começaram a colher depoimentos e pegar informações que possam colaborar com o trabalho deles. Infelizmente toda essa área estava sem o sistema de alarme e fiscalização de agentes de segurança por problemas contratuais junto às empresas. Isso dificulta o andamento das análises, mas vamos descobrir os autores desse acontecimento lamentável", pontuou André Sotero.

Em conversa com o secretário, a coordenadora do arquivo, Denise Brandão, debateu a possibilidade de em curto prazo buscar medidas administrativas que possam resultar no reestabelecimento da fiscalização do espaço. Sobre a invasão, ela informou que ao chegar no ambiente de trabalho percebeu o problema e determinou que nenhum funcionário alterasse a cena antes que peritos da polícia chegassem ao galpão. Por se tratar de um espaço sem dispor de equipamentos considerados caros, ela acredita que a ação teria sido previamente programada. Até o final da tarde de ontem não haviam suspeitos para o roubo.

"Percebemos que as portas estavam abertas e que gavetas estavam reviradas. Fomos até a delegacia, criamos um Boletim de Ocorrência e só depois retornamos para esperar a chegada da criminalística. Não sabemos ainda que pode ter feito essa invasão, como também não sabemos informar sobre quem esses documentos se tratavam", declarou.