Bombeiros podem divulgar na terça laudo com causa do incêndio no Makro

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Publicada em 14/01/2017 às 00:23:00

Milton Alves Júnior

 

Profissionais do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe continuam trabalhando de forma intensiva na unidade Makro de Aracaju. A meta da corporação é cessar todos os focos de incêndio que resistem no local e minimizar os problemas gerados a milhares de moradores e comerciantes que habitam na região Oeste da capital sergipana. Já são mais de 72 horas de atuação após o primeiro registro retratando o sinistro que destruiu o supermercado na noite da última terça-feira, 10. Estudos operacionais do CBM indicam a necessidade de permanecer com o trabalho de rescaldo por mais algumas horas, ou dias, até cessar todos os riscos de reativação das chamas.

Na manhã de ontem – enquanto o Corpo de Bombeiros realizava novas vistorias na extensão do centro de compras -, foi percebido que muito material seguia queimando em profundidade, e ainda existem produtos inflamáveis que não foram atingidos pelas chamas. De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Eduardo Pereira, é possível identificar pequenos pontos de fogo, mesmo que estes não estejam visíveis aos que param para observar o cenário de destruição. Mesmo com o solo quente e a temperatura ao redor ainda acima do normal, os peritos seguem investigando as causas do acidente, e é possível que até a próxima terça-feira, 17, um laudo, ao menos parcial, seja apresentado.

Quanto às queixas explanadas pelos moradores que dizem não mais suportar o forte cheiro de fumaça, o comandante lamentou a situação e garantiu que os profissionais do CBM seguem acelerando as atividades operacionais, porém, com o máximo de cautela possível em virtude da fragilidade apresentada pelas estruturas que seguem vulneráveis a colapso. Na tentativa de evitar acidentes, os órgãos competentes decidiram promover uma abertura lateral para que as equipes pudessem adentrar ao local. Paralelo ao trabalho desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros, técnicos da Defesa Civil Estadual e Municipal, peritos de seguro patrimonial, representantes do grupo Makro, policiais militares e agentes de trânsito seguem trabalhando no local.

Quanto aos serviços práticos, o coronel Eduardo Pereira esclareceu: “Abrimos um caminho na parte frontal, mas o trabalho pericial será desenvolvido no fundo da loja, com isso vamos ter acesso à parte do fundo onde se iniciou o incêndio e, a partir daí, abrir outra linha de penetração para poder fazer o rescaldo”. Durante o primeiro momento de combate às chamas, que seguiu até a tarde da quarta-feira, 11, o CBM teve que deslocar oito viaturas e utilizar mais de 750 mil litros de água. Neste processo ainda foram utilizados espumas que resultam no resfriamento da área e inibem a possibilidade de novas explosões. Esse produto foi utilizado no restaurante e reservatórios de gás que não chegaram a ser atingidos.

 

Inspeção – Também na manhã de ontem o Ministério Público Estadual (MPE), representado pela promotora de justiça EuzaMissano Sobral – coordenadora da Promotoria dos Direitos do Consumidor -, esteve no espaço realizando fiscalização e buscando encontrar alternativas que sanem os problemas enfrentados pela comunidade. Entre as medidas adotadas, o órgão ordenou que o Grupo Makro remova de imediato parte dos escombros para que seja possível o acesso dos Bombeiros até a parte mais crítica do ambiente. Missano destacou que a fumaça, além de ser irritante, pode apresentar indícios tóxicos, os quais podem ser prejudiciais a saúde de todos que transitam na região.

Após receber a recomendação do MPE, os representantes da empresa garantiram se empenhar ao máximo para atender o pleito da promotoria e colaborar com o trabalho dos Bombeiros. “É prejudicial à saúde porque, segundo os técnicos dos Bombeiros, não se sabe o que ainda está queimando. É preciso uma solução imediata, mas com cautela porque ainda há risco de desabamento e a área segue muito quente; não podemos sacrificar vidas e por isso precisamos que parte dos escombros seja retirada”, recomendou.