PM reformado é morto em assalto no 18 do Forte

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Publicada em 17/01/2017 às 00:11:00

Gabriel Damásio

 

O policial militar reformado Adalberto Santos Filho, 51 anos, conhecido entre os colegas como ‘Sargento Betinho’, foi assassinado ao começo da tarde de ontem na Rua Coronel Padilha, bairro 18 do Forte (zona norte de Aracaju). Segundo as primeiras informações, o crime foi cometido por dois homens armados que assaltavam uma mercearia da rua, que fica em frente à casa da mãe do sargento. O sargento estava saindo da casa quando um dos bandidos atirou contra ele e fugiu com o comparsa. Ambos levaram a arma dele, uma pistola calibre ponto 40.

O sargento foi atingido na cabeça e chegou a ser socorrido por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu antes de ser encaminhado ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), no Capucho. Algumas testemunhas disseram inicialmente que Adalberto teria tentado impedir o assalto, mas outras atestam que ele nem chegou a reagir, pois o bandido teria reconhecido a vítima como policial e, por isso, decidido por sua execução. Um dos filhos do militar, Alberto dos Santos, confirmou esse detalhe e revelou que, ao ser assassinado, seu pai carregava uma das netas no colo. “Minha filha presenciou tudo e ainda fica perguntando [pelo avô]. Eu nem sei o que dizer a ela. Não tem palavras”, lamentou.

Várias equipes da Polícia Militar, inclusive do alto comando, foram rapidamente ao local e iniciaram as buscas pelos criminosos, que teriam fugido em uma moto. O clima era de muita revolta, tanto entre os PMs quanto entre os moradores da comunidade, na qual o sargento reformado era conhecido desde a infância. A rua ficou tomada durante toda a tarde e também na noite de ontem, pois o velório do corpo aconteceu na própria casa da família. A mãe do policial entrou em estado de choque.

Entre os mais abalados, estava o coronel Eduardo Henrique dos Santos, chefe do Gabinete Militar do Governo do Estado, onde Adalberto trabalhava na equipe de segurança do Palácio de Despachos. A jornalistas, ainda no local do crime, ele confirmou que o sargento foi mesmo executado e prometeu ‘uma resposta à altura’ da polícia contra o assassino. “Podem ter certeza: essa morte não ficará sem resposta, porque os colegas estão aqui e não vamos esperar nada. A partir de agora, estamos em campo. Coloquei metade do meu efetivo somado ao efetivo do Getam e da Radiopatrulha, para que nós encontremos esse indivíduo. A opção que dou a ele é se entregar. Essa é a única opção de você sair com vida. Nós vamos lhe dar uma resposta à altura”, disparou Eduardo, dirigindo-se ao criminoso.

A Polícia Civil também investiga o crime, com equipes da Delegacia Especial de Roubos e Furtos (Derof). O Comando da PM informou que Adalberto estava na corporação desde 18 de março de 1985, e após ser transferido para a Reserva Remunerada, apresentou-se como voluntário para servir no Batalhão Especial de Segurança Patrimonial (BESP). Ele era casado, pai de três filhos e avô de duas netas. O corpo do sargento será enterrado às 10h de hoje no Cemitério São Benedito, no Santo Antônio (zona norte).