Aterro sanitário da Estre processa 1.500 toneladas de lixo por dia

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Publicada em 20/01/2017 às 00:44:00

Milton Alves Júnior

 

A Empresa Estre Ambiental abriu na tarde de ontem para o Jornal do Dia as portas do aterro sanitário que fica localizado na cidade de Rosário do Catete. A proposta foi apresentar o funcionamento operacional da indústria de transformação do lixo orgânico e inorgânico recolhido diariamente em Aracaju e região metropolitana. Durante o encontro, os profissionais do grupo empresarial esclareceram ainda os problemas administrativos que resultaram na suspensão dos serviços por três dias. Por dia, cerca de 1.500 toneladas de resíduo domiciliar e comercial são coletadas por aproximadamente 1.200 garis e margaridas.

Terceira maior indústria de fertilização do grupo, a unidade Sergipe é responsável ainda por receber lixo de 11 municípios, além da Grande Aracaju. Apesar de a estrutura construída entre os anos de 2010 e 2011 ser capaz de receber a demanda local por pelo menos 40 anos sem necessitar ampliar o espaço geográfico, os engenheiros ambientais lamentam que a cultura dos gestores sergipanos permaneça a de depositar resíduos em lixões sem nenhum tipo de atenção e primor com o meio ambiente. Essa indagação é esclarecida em números; dos 75 municípios pertencentes a Sergipe, apenas 14 possuem assistência da indústria especializada em cessar os efeitos provocados pelo lixo.

Para evitar que caminhões coletores de pequeno porte necessitem transitar diariamente entre Aracaju e Rosário do Catete - como também para facilitar a logística de toda a coleta da capital -, uma central de transbordo foi construída na cidade de Nossa Senhora do Socorro; de lá, cerca de 40 carretas com capacidade de 60 metros cúbicos, cada, realizam diariamente o translado de 1.000 toneladas que são retiradas das ruas e avenidas de Aracaju e Socorro. Rios esclarece que a Estre busca debater o assunto com gestores públicos e professores com a perspectiva de ampliar a consciência popular quanto ao descarte regular e sustentável do lixo.

"Trabalhamos intensamente com a missão de promover o descarte correto de todo o lixo e evitar danos ambientais. Paralelo ao trabalho de inspeção de todo o terreno e debate com órgãos como o Ministério Público Estadual e Federal, nos preocupamos em convidar professores e alunos da comunidade para mostrar que aqui não trata-se de um lixão, e sim de um ambiente limpo, o qual trata o que é coletado. Entendemos que a educação popular tende a aflorar o desejo dos gestores públicos em minimizar os efeitos negativos acusados pelo lixo", declarou. Paralelo a este diálogo comunitário, o Instituto Estre coordena cooperativas que buscam acolher famílias que trabalhavam em lixões.

Impasses - Sobre a ação movida pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), que resultou no fechamento dos espaços Estre por três dias, a direção nacional esclareceu os seguintes pontos: "Causa estranheza a decisão do presidente da Adema porque no dia 27/12/2016 chegou a ser publicada no site da Adema a Renovação da Licença de Operação como requerido pela Estre, posteriormente retirada". Sobre a ausência de central própria para tratar o chorume: Não existe nenhuma obrigação legal de que a Estre trate in loco o chorume produzido que atualmente é encaminhado para unidade da empresa Cetrel, em Camaçari (BA). A Cetrel possui todo o licenciamento necessário para receber e t ratar este tipo de efluente.

A Estre envia à Adema protocolos mensais de inventário do chorume, que é transportado com todas as informações para ser rastreado pelo órgão. O transporte é feito por empresas licenciadas pelo Ibama para transportar cargas dessa natureza. Quanto a disposição irregular de pneus no aterro: No momento da coleta de resíduos, eventualmente, chegam também alguns pneus. A existência deste tipo de material, quando misturado aos demais resíduos, só pode ser constatada no descarregamento da carga. Quando isso ocorre, os pneus são separados e permanecem cobertos até encaminhamento para os fabricantes, importadores e comerciantes darem destino final a eles, como é previsto pela Política Nacional de Resíduos.