Feira da Aruana: motorista é processado e paciente tem alta

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Publicada em 21/01/2017 às 21:49:00

O funcionário público José dos Remédios Rodrigues Santos, 66 anos, analista judiciário do Supremo Tribunal Federal (STF), foi autuado em flagrante pela Polícia Civil e vai responder a processo por crimes de lesão corporal e embriaguez ao volante, dentro do que está previsto na Lei Seca. Ele foi preso depois de invadir, com seu carro, uma feira livre que era realizada no loteamento Costa Nova 1, bairro Aruana (zona de expansão de Aracaju), ao fim da tarde de sexta-feira. Ao todo, seis pessoas foram atropeladas pelo analista, que apresentava sinais de embriaguez e avançou por dentro da feira depois de fazer algumas manobras.

Levado para a Delegacia Plantonista Sul, no Augusto Franco (zona sul), Remédios passou a noite detido e foi encaminhado na manhã de sábado para o Instituto Médico-Legal (IML), onde fez exame de corpo delito. Em seguida, ele seguiu para o Fórum Gumercindo Bessa, no Capucho (zona sul), onde passou pela audiência de custódia. O resultado da audiência não saiu até o fechamento desta edição. 

Das três vítimas que foram encaminhadas ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), apenas uma recebeu alta na manhã do sábado: o feirante de 57 anos que ficou prensado entre duas barracas e se queixava de dores no peito e no quadril. Os outros pacientes, que em 31 anos, permanecem internados no setor de trauma do hospital incluindo uma mulher de 31 anos que sofreu fratura e perda de substância na perna esquerda. Segundo a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), o quadro de saúde dos pacientes é estável.

Além do pânico causado pelo atropelamento e da preocupação com os que ficaram feridos, os feirantes amargam prejuízos, já que algumas bancas ficaram destruídas pelo veículo e as mercadorias, principalmente frutas e verduras, foram perdidas. Os moradores da região, por sua vez, reclamam da organização do trânsito no local da feira, que é a avenida por onde passa o canal do Costa Nova.

A representante das associações de moradores da Zona de Expansão, Karina Drummond, disse ao JORNAL DO DIA que já pediu apoio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) para organizar o fluxo de carros de pedestres, o que chegou a acontecer por dois meses. “A rua é muito estreita. O movimento da feira, graças a Deus, cresceu muito no último ano. Ai, fica desorganizado o trânsito e você sabe sempre tem alguém que abusa. Precisa de orientação e acompanhamento para os pedestres atravessarem a via com segurança. O fluxo de carros e gente é muito grande”, diz a líder comunitária.

Ela também cita que pediu também reforço no policiamento da região, já que houve um crescimento nos assaltos à mão armada contra pedestres e feirantes, incluindo alguns que aconteceram no meio da confusão causada pelo atropelamento.